STJ concede liberdade condicional a ex-vereador de Rio das Ostras | Rio das Ostras Jornal

STJ concede liberdade condicional a ex-vereador de Rio das Ostras

A prisão de Vanderlan da Hora ocorreu 
em 5 de julho deste ano. Foto: Arquivo

Decisão do ministro relator Joel Ilan Paciornik possibilita resposta ao processo em liberdade

Rio das Ostras - Em um julgamento realizado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília, nesta terça-feira (12), o ministro relator Joel Ilan Paciornik proferiu uma decisão que concedeu uma liminar em favor do ex-vereador de Rio das Ostras. Essa decisão permitirá que o ex-vereador responda ao processo em liberdade.

A liberação de Vanderlan da Hora está prestes a se concretizar, aguardando apenas a emissão do alvará de soltura, que ocorrerá após a decisão ser encaminhada ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro e despachada ao juiz de execução penal. No entanto, a liberdade vem com restrições rigorosas.

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Vanderlan fica proibido de se afastar de Rio das Ostras por mais de trinta dias sem prévia autorização judicial. Além disso, não poderá ter acesso ou frequentar as instalações de prédios públicos da Câmara Municipal e está proibido de manter qualquer forma de contato com os corréus, sob pena de revogação da medida liminar.

A prisão de Vanderlan da Hora ocorreu em 5 de julho deste ano, e o ex-vereador enviou um pedido de renúncia ao seu mandato à Mesa Diretora da Câmara Municipal no início de agosto. Seu mandato, originalmente previsto para continuar até o final de 2024, será assumido pelo primeiro suplente da legenda (PV), Joelson da Farmácia.

Vale a pena relembrar que a prisão de Vanderlan ocorreu no âmbito da Operação Maculados, que envolveu uma série de mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo Niterói, São Pedro da Aldeia e Rio das Ostras. A operação foi conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e resultou também no afastamento do cargo de secretário municipal de Saúde de Armação dos Búzios, Leônidas Heringer Fernandes, por determinação judicial.

As investigações revelaram que o vereador cometeu o crime de corrupção ativa ao oferecer cargos em comissão e percentuais de notas fiscais a um servidor público, direcionando licitações na área da saúde em um ano de pandemia. A operação destaca a complexidade do sistema legal brasileiro, onde a liberdade pode ser restaurada, mas sujeita a rigorosas condições.

O Dia

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