Polícia Civil do Distrito Federal
realizou mandados de busca e apreensão em endereços do filho mais novo do
ex-presidente Jair Bolsonaro
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
disse que as investigações contra o irmão Jair Renan fazem
parte de mais um capítulo de “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A
Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizou na manhã desta quinta-feira,
24, mandados de busca e apreensão em dois endereços do “Zero Quatro”, um em
Brasília e outro em Balneário Camboriú (SC). A operação foi deflagrada no
âmbito de uma investigação contra um grupo suspeito de estelionato,
falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.
“O que eu sei é que Renan está
tranquilo. Parece mesmo ser mais um capítulo de perseguição, pois o alvo da
operação policial nem sequer era Renan. Certamente, se ele não tivesse o
sobrenome Bolsonaro, nada disso estaria acontecendo. Agora, não há muitas informações
e nem sequer se sabe o nexo que liga Renan ao alvo da operação. Pela imprensa,
se noticia que o alvo era instrutor de tiro que havia treinado com Renan. Mas
até hoje — não sei amanhã — isso não configura crime, não é delito ser
instrutor de tiro”, disse Eduardo, o filho “Zero Três” de Jair Bolsonaro.
O advogado de Jair Renan, Admar
Gonzaga, esclareceu em nota à imprensa que o filho do ex-presidente não foi
conduzido para prestar depoimento e que o cliente está “tranquilo” com o
ocorrido. “Ocorreu, na data de hoje, cumprimento de mandado de busca e
apreensão na residência de Jair Renan em Balneário Camboriú (SC), onde foram
apreendidos: um aparelho celular, um HD e papéis com anotações particulares.
Não houve condução de Renan para depoimento ou qualquer outra medida. A defesa
informa que foi recém-constituída, e que por isso não obteve acesso aos autos
da investigação ou informações sobre os fundamentos da decisão.”
Por Bruno Pinheiro e Raphael Felice

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