TSE julgará se ex-presidente
cometeu abuso de poder político e de autoridade em reunião com
embaixadores; Moraes vai marcar data
O ministro do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves liberou para julgamento uma ação
que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por
causa de ataques ao sistema eleitoral durante reunião com embaixadores em julho
do ano passado. O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, ainda vai definir uma
data para que o caso seja julgado.
O Ministério Público Eleitoral
(MPE) já
defendeu a inelegibilidade de Bolsonaro pela conduta dele no
encontro com os diplomatas. Segundo o órgão, o discurso de desconfiança sobre
as eleições feito pelo ex-presidente foi capaz de afetar a convicção de parte
da população brasileira na legitimidade dos resultados das urnas.
Para o MPE, há indícios de abuso
de poder político, abuso de autoridade, desvio de finalidade e uso indevido dos
meios de comunicação por parte de Bolsonaro.
"Percebeu-se uma inédita
mobilização de parcelas da população que rejeitavam aberta e publicamente o
resultado do pleito. É fato notório que surgiram acampamentos e manifestações
de rua animados por pessoas convictas de que as eleições tinham sido
fraudadas", afirmou o procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, em trecho
da manifestação.
O general Walter Braga
Netto, que foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro, também é alvo da
ação. No entanto, o MPE defende a absolvição de Braga Netto por entender não
ter havido a participação dele nos fatos investigados na ação. O órgão é a
favor de que apenas o ex-presidente fique inelegível.
Augusto Fernandes e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

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