Cláudio Castro afirmou que não
vai determinar a instalação dos equipamentos em fardas de policiais
O governador do Rio de
Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que não vai determinar a instalação de câmeras
de segurança em fardas de policiais militares em áreas críticas. Segundo o
chefe do Executivo, se o Supremo Tribunal Federal (STF) exigir o equipamento,
terá de obrigar. “Não será um ônus nas minhas costas”.
A declaração ocorreu nesta
quinta-feira, 20, durante a participação no Lide Brazil Conference,
evento promovido pelo ex-governador João Doria, em Londres. De acordo com
Castro, ele não vai obrigar o uso de câmeras com captura de áudio em regiões
onde policiais corram risco de morrer. O governador justificou que as imagens
podem ser vazadas.
“Não consigo conceber. Em um país
onde nem o que a Suprema Corte diz que é segredo de Justiça as imagens são
respeitadas, imagina a imagem que coloque a vida do policial em risco?”,
questionou o governador. “É a minha única divergência hoje.”
Castro ainda reiterou durante o
evento que não vai colocar as câmeras. “Se a Suprema Corte quiser, ela obrigue
a colocar, e esse não será um ônus nas minhas costas. Temos compromisso com a
vida dos policiais”, declarou o chefe do Executivo fluminense.
Ministro do STF quer uso de
câmeras
No final do ano passado, o ministro Luiz Edson Fachin,
do STF, exigiu do governo fluminense um cronograma com datas para equipar
câmeras nas fardas policiais e em viaturas. A decisão foi proferida no âmbito
de um processo movido pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) contra o governo
desde 2020.
Conforme estabeleceu o ministro,
a instalação deveria ocorrer “da forma mais expedita possível”, sobretudo nas
áreas com “maior índice de letalidade policial”. A medida de Fachin determina
ainda que os equipamentos adquiridos pelo Poder Executivo possam captar, com
qualidade, áudio e vídeo dos agentes.

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