A Divisão de Capturas do Dope
prendeu 707 pessoas com mandado de prisão em todo o ano passado
A Polícia Militar (PM) de São
Paulo prendeu, em sete dias, 854 suspeitos com mandados de prisão que estavam
em abertos no Estado.
A quantidade é superior às 707
pessoas presas em todo o ano passado pela Divisão de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
A unidade da Polícia Civil (PC) é a principal responsável a dar cumprimentos à
mandados de prisão expedidos pela Justiça paulista.
Conforme reportagem da Folha
de S.Paulo, a baixa produtividade da Divisão de Capturas reflete uma
histórica falta de política de governo para tentar reduzir um estoque estimado
em mais de 100 mil mandados de prisão em aberto, de criminosos que deveriam
estar atrás das grades.
“É o velho dilema da Civil.
Efetivamente, a estrutura deles está fragilizada, está envelhecida, e esses
números mostram que quase não há investigação”, disse Renato Sérgio de Lima,
diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
A diferença nos números escancara
uma situação já abordada por Oeste. O déficit de policiais,
principalmente, na Polícia Civil afeta o trabalho de investigação e,
consequentemente, de capturas.
A PC deveria ter cerca de 42 mil
policiais na ativa, com base em uma resolução publicada em 2013, que estabelece
o contingente para cada delegacia. Em dezembro de 2018, o órgão contava com
cerca de 30 mil policiais na ativa. Em setembro do ano passado, eram 27,5 mil
e, no último balanço, menos de 27 mil. O que representa um déficit de 35% no
efetivo de policiais civis.

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