Texto segue para o Senado, onde
republicanos e democratas possuem 50 cadeiras cada, porém o voto de desempate é
da vice-presidente, Kamala Harris
A Câmara dos
Representantes dos Estados Unidos,
atualmente sob o controle dos republicanos, aprovou
nesta terça-feira, 31, um projeto de lei para encerrar a emergência sanitária
declarada devido à Covid-19. A legislação recebeu o aval da Câmara
com 220 votos a favor e 210 contra. O projeto aprovado segue para o Senado,
onde os progressistas têm 50 representantes – assim como os conservadores – e o
voto de desempate da vice-presidente, Kamala Harris,
garantindo a liderança. O texto, impulsionado pelo congressista republicano
Brett Guthrie, declara que o país deve encerrar a emergência após a sua
promulgação. A Câmara dos Representantes também aprovou um projeto de lei que
busca acabar com o requisito de vacinação contra a Covid-19 para os
trabalhadores de saúde em centros que recebem ajuda federal. O texto foi
aprovado com 227 votos a favor, já que sete democratas se uniram à iniciativa,
promovida por republicanos. Apesar da votação, o Escritório de Gestão e
Orçamento da Casa Branca já havia afirmado na última segunda-feira, 30, que os
Estados Unidos só deixarão de considerar a pandemia de Covid-19 uma emergência
nacional a partir de 11 de maio. Depois, a doença será tratada como endêmica. A
gestão americana explicou que o seu plano é prorrogar até maio as atuais
declarações de emergência nacional e de saúde pública, promulgadas em 2020 pelo
então presidente republicano Donald Trump, e
suspender ambas posteriormente.
A Casa Branca argumentou que este
período de carência evitaria o “caos e incerteza no sistema de saúde” que
resultaria se a iniciativa dos republicanos para um fim imediato das
declarações for bem sucedida. O Congresso já determinou em dezembro do ano
passado que as medidas adicionais que faziam parte da declaração de emergência,
como o financiamento adicional para os estados, seriam desmanteladas pouco a
pouco, mas a iniciativa conservadora quer cortá-las logo.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE

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