Agora está proibida a criação de
novos clubes de tiro e o cadastramento de novos CACs
Logo após a posse, no domingo 1º,
Lula assinou o “revogaço” contra as medidas pró-armas do governo de Jair
Bolsonaro. Agora está proibida a abertura de novos clubes de tiro e o
cadastramento de novos colecionadores, atiradores e caçadores (CACs) por pelo
menos cinco meses.
O novo decreto ataca as demandas
centrais dos armamentistas atendidas na gestão passada. Agora, os CACs estão
proibidos de transportar armas municiadas. O “tiro recreativo” também foi
suspenso nos clubes. A modalidade permitia pessoas sem porte de armas ou
registro de CACs irem aos estabelecimentos praticar disparos por hobby.
A quantidade de munições que pode
ser adquirida também está mais restrita. Os CACs agora só podem adquirir 600
munições por ano. Na gestão Bolsonaro, o limite era de 5 mil munições por arma.
O novo presidente determinou,
ainda, que todas as armas de fogo registradas no banco de dados Sigma, mantido
pelo Exército, sejam recadastradas e inseridas no Sinarm, o sistema de controle
de armas da Polícia Federal. Lula quer detectar quais armas não estão mais
em posse dos proprietários originais.
“É muito boa a iniciativa de
recadastramento. Me parece que querem se assegurar de quantos proprietários
estão com suas armas e iluminar os casos de desvio intencional”, pontuou Bruno
Langeani, gerente do Instituto Sou da Paz e estudioso das políticas armamentistas.

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