O general da reserva Luiz Eduardo
Rocha Paiva afirmou nesta quarta-feira, 25, que o plano do PT é neutralizar as
Forças Armadas e o aparato de segurança do Estado. “A ingerência política e
partidária na gestão interna das Forças Armadas, seu isolamento da sociedade, a
criação de uma guarda nacional e a desmilitarização da Polícia Militar estão
entre as estratégias de neutralização do tradicional aparato de segurança do
Estado, para permitir a tomada do poder e a implantação do socialismo”,
constatou.
Rocha Paiva lembrou ainda a
autocrítica do PT”, feita em 2016, que lamentou não ter ampliado o seu
controle na sociedade e ter deixado de modificar o currículo das academias
militares.
Segundo Rocha Paiva, o PT está
aproveitando os desdobramentos das manifestações em Brasília, que registraram
atos de vandalismo, para acelerar o processo de enfraquecimento das Forças
Armadas, ao responsabilizá-las, de algum modo, pelo que ocorreu na capital
federal.
“Os lamentáveis e condenáveis episódios de
vandalismo em 8 de janeiro têm propiciado uma intensificação dessa estratégia
gramscista de enfraquecer e imobilizar os militares e o aparato de segurança do
Estado”, observou o general.
Rocha Paiva rechaçou ainda a tese
segundo a qual os militares estão “politizados”. Para Rocha Paiva, assuntos
políticos não são discutidos nos quartéis, mas, sim, questões técnicas, como
aplicações de Lei da Garantia da Ordem, entre outras medidas. “É claro que
existem conversas informais nos intervalos das atividades ou nas horas das
refeições, pois o militar vive em sociedade, está vivenciando o contexto
político-social, não é um cidadão de segunda categoria e não tem que ser um
alienado”, disse.
Desde os protestos de 8 de
janeiro, o presidente Lula tem subido o tom com as Forças Armadas.
Recentemente, o petista disse não confiar em alguns deles. Além disso,
demitiu uma série de militares do governo e decidiu ser protegido pela Polícia
Federal, em vez de agentes do Gabinete de Segurança Institucional.
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