Comissão de Especialistas terá 24 pessoas sendo que 12 ainda serão definidas nesta quarta-feira pelo Senado
A Câmara dos Deputados do Chile aprovou nesta
terça-feira, 24, a lista de 12 nomes que integrarão a Comissão de Especialistas
que vai assessorar o processo
constituinte, um espaço que será composto por 24 pessoas e cujas demais
posições serão definidas na quarta-feira pelos membros do Senado. O grupo de
especialistas, ratificado com 123 votos a favor, quatro contra e quatro
abstenções, de um total de 155 deputados, será responsável pela redação do
projeto que servirá de base ao Conselho Constituinte para elaborar a nova
proposta de Constituição a partir de junho. Trata-se de um grupo de acadêmicos
cuja lista foi negociada transversalmente pelos partidos políticos com
representação parlamentar, com base em um sistema que cumpre o requisito da
paridade: seis mulheres e seis homens. A lista de especialistas da Câmara é
composta pelos advogados Natalia González e Max Pavez, como representantes da
ultraconservadora União Democrata Independente (UDI); os advogados Catalina
Salem e Juan José Ossa, pela Renovação Nacional (RN); Flavio Quezada, pelo Partido
Socialista (PS), e o advogado Carlos Frontaura, pelo Partido Republicano (PR),
de extrema-direita. Da mesma forma, também estão incluídos a advogada Verónica
Undurraga, do Partido pela Democracia (PPD), a advogada Paz Anastasiadis, da
Democracia Cristã (DC); o sociólogo Alexis Cortés, pelo Partido Comunista; os
advogados Domingo Lovera e Antonia Rivas, pela Frente Ampla (FA), e a advogada
da oposição Marcela Peredo, ex-membro do Partido do Povo e independente.
Os grupos políticos discutem há
semanas quais nomes podem apresentar como especialistas constitucionais. Para
algumas partes não tem sido uma tarefa fácil porque os seus melhores quadros
participaram no processo constituinte anterior e estão inabilitados agora. Em
11 de janeiro, a Câmara dos Deputados aprovou a reforma constitucional que
permite que o segundo processo constituinte do Chile tenha uma nova
Constituição no prazo de um ano. Os membros do chamado Conselho Constitucional
serão eleitos nas urnas em 7 de maio e terão até cinco meses para redigir o
texto proposto, que será então votado pelos cidadãos em plebiscito em 17 de
dezembro.
Por Jovem Pan
*Com informações da EFE

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