Parlamento consumou um processo
de impeachment contra o agora ex-presidente do Peru, que
tentou fechar o Congresso
Pedro Castillo, agora
ex-presidente do Peru, “não se lembra de ter lido” o discurso de dissolução do
Congresso em 7 de dezembro. A alegação é de Guillermo Oliveira,
advogado do socialista. Ele afirma que uma “suposta água” teria “drogado” o
político pouco antes dele fazer a leitura, causando o golpe de Estado.
“Quando o presidente leu a
mensagem escrita por outros, minutos antes, deram-lhe algo para beber”, disse o
advogado. “A pessoa que me ligou disse que deram a ele uma bebida, uma suposta
água. Depois de beber a água, ele sentiu-se atordoado. Por isso leu. Todo mundo
viu que ele estava lendo trêmulo. Eu hipotetizo mais: além de trêmulo, ele
estava um pouco sedado, grogue.”
As declarações foram dadas na
sexta-feira 9, logo após Oliveira visitar o cliente na prisão. Por tentar
fechar o Congresso, Castillo se tornou alvo de uma denúncia feita pelo
Ministério Público do Peru, segundo a qual o esquerdista provocou rebelião e
conspiração.
Na sequência, um tribunal
superior determinou sete dias de prisão preventiva para o político, agora
detido na capital Lima. No mesmo local, Alberto Fujimori, outro ex-presidente
do Peru, cumpre pena.
Além disso, no mesmo dia da
tentativa de golpe, o Congresso do país
aprovou o impeachment de Pedro Castillo. No
Parlamento peruano, foram 101 votos pelo afastamento, seis contrários e dez
abstenções.

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