Desde o início das manifestações
contrárias a Lula, Moraes prendeu deputados estaduais, jornalista, empresário,
cacique, vereador e pastor
Nesta segunda-feira, 26, o
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou a prisão do
jornalista Oswaldo Eustáquio e de Bismark Fugazza, humorista do Canal
Hipócritas, por atos antidemocráticos, conforme noticiou a Revista Oeste. Atualmente, existem sete pessoas presas por
ordem de Moraes.
Eustáquio e Bismark são acusados
de incentivar protestos contra a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas
eleições deste ano. A decisão de Moraes foi decretada na semana passada, quando
a Polícia Federal começou a procurar a dupla.
Moraes deu início à sua caça a
“propagadores de fake news e atos antidemocráticos” em 2019.
Desde então, 18 pessoas foram colocadas atrás das grades. Hoje, são sete os
presos políticos brasileiros: Milton Baldin, empresário; Cacique Tserere;
pastor Fabiano Oliveira; Armandinho Fontoura, vereador de Vitória (Podemos);
Jackson Rangel, jornalista e dono do site Folha do ES; além
dos deputados estaduais pelo Espírito Santo, Capitão Assumção (PL) e Carlos Von
(DC).
Baldin foi o primeiro a ser
preso, em 6 de dezembro, quando participava da manifestação em frente ao
quartel do Exército em Brasília. Antes da prisão, Baldin gravou um vídeo
convocando os caçadores, atiradores esportivos e colecionadores de armas (CACs)
para se juntarem aos manifestantes.
Tserere Xavante, preso em 12 do
mesmo mês, foi acusado de condutas ilícitas em atos antidemocráticos. O líder
indígena usou as redes socias para fazer críticas a Moraes. Além disso, já
publicou vídeos questionando a segurança do pleito de 2022, dizendo que “Lula
não foi eleito”.
Já o pastor Fabiano ficou
foragido por cinco dias antes de ser detido pela PF. Ele foi preso na
segunda-feira 19. Integrante do grupo “Soberanos da Pátria”, Fabiano foi
acusado de atacar o “Estado Democrático de Direito”.
O vereador Armandinho Fontoura
foi preso numa megaoperação da PF, deflagrada em 15 de dezembro, ao ser
investigado por ataques ao STF e por fazer parte de “milícias digitais”.
Armandinho criticou ministros do STF nas redes sociais e pediu que fosse
colocado “limite nesses bandidos togados”. Também disse que haveria
“enfrentamento constitucional”.
Preso na mesma operação que
Armandinho Fontoura, Jackson Rangel tem, segundo Moraes, “um extenso
histórico de abusos no exercício da liberdade de imprensa e de expressão, como
ataques a diversas outras instituições”.
Hoje em prisão domiciliar, com
uso de tornozeleira eletrônica, Capitão Assumção e Carlos Von estão impedidos
de usar as redes sociais e conceder entrevistas ou dar declarações. Capitão
Assumção é alvo do inquérito das fake news, que investiga a
divulgação de supostas notícias fraudulentas, e Von é acusado de atos
antidemocráticos e de usar as redes sociais para se manifestar contra a
democracia.
Cacique Tserere preso pela
Polícia Federal
No domingo 25, dezenas de indígenas protestaram em frente
ao STF pedindo a soltura do cacique. Eles alegam que não conseguem contato com
Tserere, que está preso há 13 dias, e querem saber se ele “está bem”.

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