Manifestantes querem renúncia da
presidente e libertação do ex-presidente Pedro Castillo
A Comissão
Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização
dos Estados Americanos (OEA) pediu no sábado 17 a investigação das mortes
ocorridas durantes os protestos no Peru, que vêm sendo realizados desde a
destituição e a prisão do ex-presidente Pedro Castillo, que tentou dar um golpe
de Estado, em 7 de dezembro.
Segundo o governo peruano, até
agora 26 pessoas morreram durante as manifestações, que exigem a renúncia da
presidente Dina Boluarte, que assumiu o lugar de Castillo, a convocação de
eleições gerais antecipadas e a libertação do ex-presidente.
“Os fatos devem ser investigados
e os responsáveis devem ser punidos”, escreveu no Twitter o relator da CIDH
para o Peru, Stuardo Ralón Orellana. Em comunicado, a CIDH expressou “sua maior
preocupação com a escalada exponencial da violência nos protestos no Peru”.
A comissão supranacional, que faz
parte da OEA, também fez um “forte apelo a todas as pessoas envolvidas, para
que invistam seus esforços na solução da crise por vias democráticas e com o
mais alto apego aos direitos humanos”. O órgão fará uma visita técnica ao país
entre os dias 20 e 22 deste mês.
De acordo com o governo peruano,
até o domingo 18, 20 pessoas tinham morrido em confrontos com membros da
Polícia Nacional e das Forças Armadas, e seis em decorrência dos bloqueios de
estradas. As mortes estão concentradas em zonas andinas e do litoral sul do
Peru, incluindo as regiões de Apurímac, Arequipa, La Libertad, Junín e
Ayacucho, onde Castillo teve a maior votação na eleição do ano passado.
O secretário de Estado dos EUA,
Antony Blinken, disse que conversou com Dina Boluarte por telefone na sexta 16.
“Instamos às instituições democráticas do Peru que realizem as reformas
necessárias durante este período difícil”, escreveu em seu perfil no Twitter.
Na quarta-feira 14, o governo de
Dina Boluarte declarou estado de emergência por 30 dias, suspendendo os
direitos de reunião e manifestação em todo o país e autorizando a atuação de
militares na segurança pública.
A presidente já anunciou que
pretende antecipar as eleições de 2026 para abril do ano que vem.

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