Presidente eleito assume o
governo a partir de 1º de janeiro
Um mandado de segurança coletivo
pede a suspensão da posse do presidente eleito, Lula (PT). Protocolado na noite
da terça-feira 27, no Supremo Tribunal Federal (STF), o documento sustenta que
o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não considerou as sugestões feitas pelo Ministério da
Defesa para resolver supostas vulnerabilidades nas urnas eletrônicas. A ação
cita ainda a auditoria do Partido Liberal (PL), que identificou problemas em
máquinas usadas na eleição, e pediu providências à Corte.
“Vê-se que, no âmbito do TSE,
todas as medidas que buscaram contribuir com a transparência e a segurança da
votação eletrônica foram rechaçadas, inclusive de forma inusitada, aplicando
multas ao partido PL por juridicamente e supostamente questionar ‘sem provar o
alegado’, quando o que objetivava o partido era exatamente espantar as dúvidas
que ainda pairavam sobre a urna eletrônica”, observou o advogado Carlos
Klomfahs, que protocolou a peça no STF. O processo defende o acolhimento das
sugestões feitas pelos militares do Exército, com base na Resolução nº
23.673/2021, do TSE, e por técnicos contratados pelo PL.
Conforme o mandado, o presidente
do TSE, Alexandre de Moraes, praticou três irregularidades:
1. Inobservância do devido
processo legal, na medida em que o TSE, por meio de seu presidente, não remeteu
os feitos do PL e do impetrante ao Plenário, nos termos do RI/TSE;
2. Exorbitância das competências
do conselho, no caso o impetrado exorbitou das suas competências, trazendo para
si o julgamento monocrático e impedindo o julgamento colegiado dos pleitos que
colimavam transparência e segurança das urnas eletrônicas; e
3. Injuridicidade ou manifesta
irrazoabilidade do ato impugnado, com fulcro na ausência de razoabilidade que
recomendava adoção dos princípios da cautela e da prudência em afirmar
tecnicamente e com o devido processo legal de contraditório, ao rejeitar a ação
e aplicar multas inconstitucionais.
Adiante, a peça lista uma série
de informações publicadas na imprensa, segundo as quais o relatório dos
militares não descartou eventuais problemas nas urnas eletrônicas. O mandado
cita ainda suposto abuso de autoridade por parte do presidente do TSE.

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