País supera o Haiti em pobreza
O ministro chefe da Casa Civil,
Ciro Nogueira, rebateu nesta quinta-feira, 11, a leitura da carta pela
democracia feita
pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Conforme o
ministro, os “democratas” que assinaram a carta apoiam as ditaduras que existem
na Venezuela e em Cuba.
“A Democracia não pertence a
ninguém, é de todos”, escreveu Nogueira nas redes sociais. “Inclusive, é o que
deveria existir mais em países como Venezuela e Cuba, que alguns ‘democratas’
no Brasil apoiam.”
Segundo o Fundo Monetário
Internacional, ao final de 2021, o Produto Interno Bruto dos venezuelanos
estava em US$ 1.685. Este é o menor patamar sobre riqueza individual do cidadão
entre todas as nações das Américas. O dado incluí o Haiti, que fechou o último
ano em US$ 1.765. Dez anos antes, em 2011, o PIB per capita da Venezuela era superior a
US$ 12 mil.
Nogueira ainda afirmou que o
manifesto garantidor da democracia brasileira é um só, a Constituição. “A nossa
carta ao povo brasileiro é o combustível mais barato, deflação e aumento no
emprego. Parabéns Democrata ao presidente Jair Bolsonaro (PL)”, redigiu.
Dois documentos foram lidos hoje
na USP: um escrito por ex-alunos da Faculdade de Direito e outro organizado
pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Ambas não citam o nome do
presidente.
O material defende as urnas
eletrônicas, fala em “risco às instituições” e tece elogios aos ministros do
Supremo Tribunal Federal (STF). O texto da USP foi assinado por petistas,
tucanos, banqueiros, juristas e integrantes da classe artística.
Já o ministro Fábio Faria, das
Comunicações, relembrou a “carta” publicada por Bolsonaro, em 28 de julho,
defendendo a democracia. “Por meio desta, manifesto que sou a favor da
democracia”, escreveu o presidente ironizando os outros dois documentos.
O vereador Carlos Bolsonaro
(Republicanos-RJ), filho do chefe do Executivo, também citou a Constituição e
sugeriu que “alguns seres supraconstitucionais a rasga diariamente”. “Se existe
a Constituição, carta a ser seguida, e alguns seres supraconstitucionais a rasga
diariamente, essa carta é um recado a esses seres?”, interpelou. “Estou ficando
confuso.”
Ato na USP
O ato de leitura da “carta pela
democracia” na Faculdade
de Direito da USP registrou atos políticos pró-Lula, hoje. O evento
teve a presença de sindicatos, coletivos de minorias, professores e membros do
Prerrogativas.
Em frente à universidade,
militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto gritavam palavras de ordem
contra o governo federal. Carregando um megafone, uma das lideranças disse que
Bolsonaro é contra as “pessoas pobres”.
Nas dependências da faculdade,
alguns manifestantes foram vistos exibindo mensagens contra Bolsonaro e outros
com material de apoio a Lula. Algumas paredes da Faculdade de Direito tinham
adesivos “contra o racismo e a fome”.
Em faixas no átrio dos arcos, os
estudantes puseram cartazes com os dizeres: “Ditadura nunca mais” e “Democracia
sem fome”.

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