Declaração procurou tranquilizar acionistas e incluiu promessas de não interferência na empresa, através de mudanças na Lei das Estatais
Durante evento de lançamento
do novo
passaporte no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, 27, o
presidente Jair Bolsonaro fez um breve comentário sobre a
nova gestão da Petrobras. Mais cedo, o Conselho de Administração da estatal
aprovou, por 7 votos a 3, o nome de Caio
Paes de Andrade, indicado pelo governo, para a presidência da empresa.
De acordo com o chefe do Executivo federal, o novo presidente trará uma “nova
dinâmica” para a petroleira. “Pode ter certeza, hoje o Caio está tomando posse
na Petrobras,
nós teremos uma nova dinâmica na questão dos combustíveis no Brasil. Tudo vai
ser analisado, na conformidade, na base da lei. Sem querermos mexer, no
‘canetaço’, na Lei das Estatais, sem querer interferir em nada. Mas com muito
respeito, com muita responsabilidade, fazendo com que o Brasil realmente se
alavanque”, disse, sem dar mais detalhes.
Apesar da posse e do entusiasmo
de Bolsonaro, o nome de Caio Paes de Andrade precisa ser aprovado pelo conselho
de acionistas. Até lá, ele assume interinamente. Antes de ser indicado para o
comando da estatal, Andrade ocupou um cargo no Ministério da Economia. A
escolha de seu nome gerou reação de conselheiros da empresa, uma vez que o
servidor não preenche requisitos exigidos pela Lei das Estatais, como uma
experiência de 10 anos no setor público ou privado na área de atuação ou em
área conexa àquela para a qual forem indicados em função de direção superior –
Andrade é formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista e tem pós-graduação
em Administração e Gestão na Universidade de Harvard.
Por Jovem Pan

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