Nesta segunda-feira (20), o
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, afirmou que “o
sistema eleitoral não é um tema de direita, de esquerda ou de centro”. Ele
disse ainda que é um “assunto de Estado”, e não de um governo específico.
Fachin discursou durante reunião
virtual em que conversou com integrantes da União Interamericana de Organismos
Eleitorais (UNIORE) sobre o envio da Missão de Observação Eleitoral da entidade
para acompanhar as eleições de outubro.
O ministro do TSE ressaltou que
os debates políticos precisam ocorrer dentro dos limites constitucionais, já
que fazem parte da vida democrática e da liberdade de expressão:
“O sistema eleitoral não é um
tema de direita, de esquerda ou de centro. É um assunto institucional, de
Estado, que perpassa os diferentes governos e que está definido pela
Constituição e pela legislação correspondente, e que cabe à Justiça Eleitoral
aplicar”.
O presidente do TSE disse também
que os observadores estrangeiros vão poder verificar todos os procedimentos
efetivados pela Justiça Eleitoral brasileira para garantir a segurança do
pleito.
“A Justiça Eleitoral do Brasil
quer ser observada em homenagem à transparência, pois este é um ano para
derrubar muros que alguns querem edificar dentro das democracias. A democracia
deve ser sem muros. Observável e observada por todos simultaneamente”, disse
Fachin sem citar nomes.
Segundo ele, as missões de
observação colaboram para o aprimoramento do sistema eleitoral, já que passam
uma mensagem de segurança com o acompanhamento.

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