Decisão ocorre em meio à guerra na Ucrânia e visa a aumentar oferta de comida para consumo interno no país
O governo dos Estados Unidos
autorizou que agricultores produzam em áreas de conservação ambiental com o
objetivo de aumentar a oferta de comida para consumo interno e também para
exportação. A decisão ocorre em meio à guerra na Ucrânia, que ameaça a produção
mundial de alimentos.
A medida, no entanto, é restrita
aos produtores que estejam em seu último ano de contrato com o programa de
Reserva de Conservação do Departamento
de Agricultura dos EUA (USDA).
“Os participantes aprovados para
esta rescisão voluntária não terão que pagar aluguel, uma flexibilidade
implementada este ano para ajudar a mitigar os desafios globais de fornecimento
de alimentos causados pela invasão russa da Ucrânia e outros fatores”, diz
trecho do anúncio feito em Washington, na última quinta-feira 26, pelo USAD.
Zach Ducheneaux, administrador da
Agência de Serviços Agrícolas, disse que muitos produtores solicitaram a
medida. “A invasão injustificada de Putin à Ucrânia cortou uma fonte crítica de
trigo, milho, cevada, oleaginosas e óleo de cozinha, e ouvimos de muitos
produtores que querem entender melhor suas opções para ajudar a responder às
necessidades alimentares globais”, disse.
O USDA envia cartas aos
produtores que têm áreas de reserva para orientá-los nos pedidos de rescisão,
que deverão ser feitos por escrito. “Se aprovado para rescisão voluntária, os
preparativos podem ocorrer após o término da temporada primária”, diz outro
trecho do comunicado. “Os produtores poderão, então, iniciar as atividades de
preparação da terra e plantar uma cultura semeada até 1º de outubro de 2022.
Para a terra em climas mais frios, essa flexibilidade pode permitir um melhor
estabelecimento de uma cultura de trigo de inverno ou preparar melhor a terra
para o plantio da primavera”.
A iniciativa partiu de grupos
agrícolas que pediram ao secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Tom
Vilsack, que os produtores pudessem plantar nos mais de 4 milhões de acres (1,6
milhão de hectares) de “terras agrícolas nobres” atualmente inscritas no
programa de Reserva de Conservação do USDA.
Para estabelecer um paralelo com
o Brasil, a medida do USDA é como se o Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento permitisse que os agricultores pudessem plantar em suas Áreas de
Preservação Permanente.

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