A cidade de Guangzhou é sede de
muitas das principais empresas do país
Com apenas 27 casos de covid-19
registrados nesta segunda-feira, 11, as autoridades chinesas decidiram isolar
Guangzhou, cidade com 18 milhões de habitantes que fica a noroeste de Hong Kong
e é sede de muitas das principais empresas do país e do aeroporto mais
movimentado da China.
Com a medida, apenas cidadãos com
motivos essenciais poderão deixar a cidade. Segundo Chen Bin, porta-voz do
governo local, ainda será preciso apresentar um resultado negativo em um exame
feito 48 horas antes da viagem para ser autorizado a deixar Guangzhou.
Escolas voltaram ao regime de
aulas à distância e um centro de exposição foi convertido em hospital
improvisado depois de a cidade ter anunciado que testaria toda a população para
a doença.
As medidas ainda são menos
rígidas que as adotadas em Xangai, que está em lockdown desde
o último dia 28 de março. Hoje, a cidade, de 26 milhões de habitantes,
registrou um novo recorde de infecções de covid-19 (26 mil casos).
A piora da situação na capital
financeira do país e as restrições em Guangzhou devem aumentar a preocupação
com os efeitos econômicos das restrições adotadas pela China.
Apesar das reclamações em Xangai
sobre a escassez de alimentos e produtos básicos, a China está mantendo a
estratégia de “covid zero”, que visa a eliminar o vírus com lockdowns rígidos
e testagem em massa da população.
O governo de Pequim e a mídia
estatal estão ficando cada vez mais na defensiva em relação às reclamações
sobre as medidas de prevenção da covid-19, censurando mensagens postadas
on-line e repreendendo críticos no exterior.

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