Ministro também autorizou
compartilhamento das provas obtidas durante a investigação da PF com o
inquérito das milícias digitais
O ministro Alexandre de Moraes,
do Supremo Tribunal Federal (STF),
determinou nesta segunda-feira, 14, que a Procuradoria-Geral da República (PGR)
se manifeste em até 15 dias sobre o relatório
final da Polícia
Federal (PF) sobre a atuação do presidente Jair Bolsonaro (PL)
na disseminação de notícias falsas sobre as eleições. Em 2 de fevereiro, a
corporação concluiu que o chefe do Executivo cometeu crime ao divulgar
informações sigilosas sobre um ataque ao sistema do Tribunal Superior Eleitoral
(TSE). Como a Jovem Pan mostrou, a delegada Denisse
Ribeiro, responsável pelo caso, enviou um relatório ao STF no qual afirma que
Bolsonaro teve “atuação direta, voluntária e consciente” no vazamento.
Além de solicitar a manifestação
da PGR sobre o caso, o ministro determinou o compartilhamento e envio de
dados ao TSE, que também abriu um inquérito administrativo para investigar os
ataques de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas. “A Polícia Federal
realizou diversas diligências e concluiu que os elementos de interesse
obtidos durante a investigação corroboram a essência da forma de atuar
desse grupo de pessoas, em convergência com o modo de agir já apresentado
ao Tribunal Superior Eleitoral por ocasião do inquérito administrativo
instaurado também em decorrência da promoção da live”, escreveu
Moraes em seu despacho. “Os elementos de prova colhidos nesta investigação,
portanto, interessam ao Tribunal Superior Eleitoral, que, no âmbito de suas
competências, têm atribuição para apurar e requerer medidas em face dos fatos
investigados”, continuou o magistrado. Moraes ainda autorizou a Polícia Federal
a compartilhar as provas obtidas durante a investigação com o inquérito das
milícias digitais, também de sua relatoria.
Por Jovem Pan
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