Resultado é de uma pesquisa não clínica feita em parceria com uma universidade de Tóquio
A empresa farmacêutica japonesa Kowa informou nesta segunda-feira, 31, que a ivermectina apresentou reação antiviral contra a variante Ômicron do novo coronavírus.
O resultado é fruto de um ensaio
não clínico (quando não envolve testes em humanos) feito por meio de uma
parceria da Kowa com a Universidade de Kitasato, com sede em Tóquio. O teste do
medicamento para validar o tratamento em humanos ainda está em andamento.
Inicialmente utilizada para
combater parasitas em homens e animais, a possibilidade de a ivermectina ser
reposicionada para o tratamento antiviral contra o coronavírus está em debate
desde o início da pandemia.
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Até o momento, nenhuma agência
sanitária recomendou o uso do medicamento para tratar a covid-19. Contudo,
estudos revelaram que o fármaco age impedindo que o vírus se ligue às células,
conforme relatou em entrevista a Oeste a biomédica Rute Alves Pereira e Costa.
Mestre em fisiopatologia médica e
doutora em ciências pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com
pós-doutorado pela Harvard Medical School, Rute disse que esse processo é o
mesmo do Paxlovid, produto desenvolvido pela Pfizer para tratar a covid-19 nas
fases iniciais da contaminação pelo novo coronavírus.
“Um dos principais mecanismos de ação da
ivermectina é impedir que o vírus se ligue à célula na região viral 3CLpro, do
mesmo jeito que o Paxlovid, da Pfizer, se propõe a fazer”, explicou. “Ou
seja: Paxlovid e ivermectina agem na mesma região do vírus.”
Com informações da agência Reuters
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