As buscas por vítimas em Petrópolis entraram nesta quarta-feira (23) no 9º dia. Segundo o Corpo de Bombeiros, já são 198 mortos na tragédia da semana passada.
Pelo menos 69 pessoas estão
desaparecidas.
Na tarde desta terça (22), as
ruas de Petrópolis voltaram
a ficar alagadas por causa de uma forte chuva.
Houve registros de chuva em
Valparaíso, na Mosela, no Quitandinha e no Bingen. Quem estava na rua usou
marquises de construções para se abrigar.
Número de mortos chega a 183;
desaparecidos são pelo menos 85 em Petrópolis
Nas redes sociais, moradores
demonstram medo e apreensão.
"Eu nunca tive medo de
chuva, mas depois do que aconteceu aqui em Petrópolis semana passada
eu não prego o olho quando escuto barulho de trovão ou chuva. Pra melhorar,
voltou a chover e já esta alagando tudo".
"Que chuva é essa mano, dá
uma ajuda pra Petrópolis senhor!", disse outro morador.
Sirenes acionadas
Com um registro de 41 milímetros
de chuva em uma hora, a Defesa Civil acionou o toque de mobilização das
sirenes do Quitandinha, nas localidades do Duques, Amazonas e Rio de Janeiro.
Anteriormente, o órgão já havia
acionado as sirenes de todos os distritos para alertar sobre a ocorrência de
chuva no município, que pode ter intensidade moderada a forte ao longo da tarde
e da noite.
A Rua Bingen registrou inundação
e foi interditada pelas equipes da CPTrans, com o apoio de militares.
Motoristas estão sendo orientados a desviar. Além disso, um trecho do asfalto
em frente à Universidade Estácio cedeu. Ninguém ficou ferido.
Em casos de emergência, os
telefones 199 (Defesa Civil) e 193 (Corpo de
Bombeiros) devem ser acionados.
Pontos de apoio
O município mantém 13
escolas abertas para o acolhimento dos moradores de área de risco. Até o
momento, 811 pessoas estão abrigadas nesses locais.
Confira abaixo os endereços:
- E. M. Papa João Paulo II - Rua São Sebastião, 625 –
São Sebastião
- E. Germano Valente - Rua Dr. Sá Earp, 88 – Centro
- E. Rubens de Castro Bomtempo - Rua Permínio
Schimidt, s/n – Vila Felipe
- CEI Chiquinha Rolla - Rua Campos, s/n – Quitandinha
- E. M. Geraldo Ventura Dias - Serra Velha da
Estrela, s/n – Meio da Serra
- E. M. Duque de Caxias - Travessa Luciano Camarota,
78 – Quissamã
- E. Paroquial Bom Jesus - Rua Dr. Thouzet, 820 –
Quitandinha
- E. M. Alto Independência - Rua Leonor Maia, 1.056 –
Alto Independência
- E. M. Joaquim Deister - Rua Dr. João Glass Veiga,
s/n – Floresta
- E. Comunidades Santo Antônio - Rua Coronel Albino
Siqueira, 197 – Alto da Serra
- E. M. Maria Campos - Rua Buenos Aires, 108 – Centro
- E. São João Batista - Rua Luiz Winter, s/n - Duarte
da Silveira
- E. Paroquial Nossa Senhora da Glória - Rua Augusto
Severo, s/n – Morin
Tragédia completou uma semana
Uma semana depois do temporal,
os moradores
ainda tentam recomeçar e organizar suas vidas.
O Morro da Oficina, no Alto da
Serra, foi o local mais atingido pelo temporal, deixando uma comunidade inteira
devastada pela lama. As pessoas ainda sofrem com a falta de água e de energia
elétrica.
"A maior dificuldade é a
gente tirar gente com vida. O resto é fácil, o resto é garra", disse o pedreiro
Jorge Felício.
No local, o trânsito foi
liberado. Entretanto, é possível ver um cenário completamente devastado.
Condomínios destruídos, fios e postes aos pedaços, lixos espalhados pelas ruas
e parte da calçada arrancada pela correnteza.
"Veio como se fosse uma
tsunami, de uma vez só apareceu. (...) Foi onde eu parei e o outro ônibus parou
também do meu lado", contou o motorista Carlos Alberto da Silva
Nascimento.
Um dos passageiros de um dos
ônibus arrastado pela enxurrada foi o estudante Gabriel Rocha, de 17 anos. Na
manhã desta terça (22), a família
dele continuava fazendo buscas pelas margens do rio.
"O apelo que eu venho fazer
agora é porque não adianta eu ficar falando com um, com outro e perdendo tempo
enquanto meu filho está por algum lugar aí, e muitas pessoas também estão por
aí. A gente precisa achar eles", disse Leandro da Rocha, pai do jovem.
A Rua Teresa, que liga o centro
de Petrópolis ao
Alto da Serra, também ficou completamente castigada. A impressão é que a chuva
caiu há cerca de um dia. Uma máquina escavadeira permanece no local retirando
entulhos e tentando varrer os vestígios do desastre.
"Eu não tive problema
nenhum, mas ao redor vocês podem ver como ficou. Foi desesperador. Tive que
abrigar um funcionário que morava atrás do posto de gasolina, ele teve que
morar temporariamente por 3 dias aqui na loja, junto com a esposa e os dois
filhos", informou o empresário Eduardo Andrade.
"Está todo mundo dando a
mão, todo mundo se ajudando na medida do possível. (...) Agora é reconstruir",
disse.
Por g1 Rio
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