Segundo o ministro, uma pesquisa da Universidade de Oxford apontou que a política pública adotada vem dando certo porque a vacina escolhida para reforço produz 153 vezes mais anticorpos
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga,
concedeu uma entrevista coletiva improvida na entrada da sede do Ministério na
manhã desta sexta-feira, 7, para falar sobre o combate à pandemia
da Covid-19. A
Jovem Pan News transmitiu a conversa com jornalistas ao vivo durante o JorManal
da Manhã. Queiroga destacou o que chamou de “pandemia de narrativas que não
se sustentam” e reclamou de não haver uma melhor divulgação do trabalho da
Pasta em prol da população brasileira. Segundo ele, um estudo da Universidade
de Oxford apontou que o trabalho que vem sendo conduzido por ele em relação às
vacinas da Covid-19 é acertado e traz bons resultados na imunização.
Ao ser questionado sobre o
vazamento de dados pessoais de médicos que participaram da Audiência Pública do
Ministério na última terça-feira, 4, Queiroga subiu o tom para lembrar que o
assunto deveria ser questionado à deputada Bia Kicis, envolvida na situação e
que a questão de nada tinha a ver com o tema da entrevista, a pandemia. Ele
ainda destacou os resultados positivos do seu trabalho. “O que isso interfere?
Em nada. Interfere em nada no combate à pandemia. O ministro da saúde sou eu.
Sou eu que comando o Ministério da saúde e os resultados estão aí. Todos os
brasileiros sabem, uma queda de 90% dos óbitos, e nós aqui trabalhamos duro,
como vocês sabem, todos os dias. O que a gente vê é uma verdadeira pandemia de
narrativas que não se sustentam. Somente para criar dificuldades, tumultuar o
ambiente que já é complexo por si só. Todo dia tem uma notícia absolutamente
inútil. Ontem, nós divulgamos aqui um plano para ampliar a participação de
pediatras e de obstetras à atenção primária. Quantas linhas na imprensa?
Nenhuma. Isso não interessa”, criticou. “O governo tem atuado de maneira muito
forte. Todas as vacinas adquiridas pelo governo federal, inclusive as vacinas
infantis, que foram adquiridas tempestivamente, ao contrário do que se diz nas
narrativas”.
Queiroga ainda falou sobre um
grupo de secretários que o denunciou ao Conselho Federal de Medicina na última
quinta-feira, 6. Ele disse não se preocupar com a situação e mandou um recado
para o grupo. “Ontem, um grupo de secretários de médicos do Cosems me
denunciaram ao Conselho Federal de Medicina. Ótimo! Podem denunciar. Que,
aliás, o ministro Ricardo Lewandowski já tornou essa ação aí, que foi feita por
um partido, feralmente são partidos de esquerda, que no passado nada fizeram
pela população brasileira, e nós aqui estamos fazendo, e o ministro Lewandowski
tornou esse efeito, justamente porque o ministério tomou todas as providências
devidas. Nós não temos nada a temer. Preocupação zero com essa representação.
Se esses colegas quisessem ajudar eles deviam estar trabalhando na ponta,
fazendo como eu, estou trabalhando aqui pelo povo brasileiro diuturnamente,
levando políticas públicas consequentes em todas as áreas. Oncologia, na parte
de terapia renal substitutiva, fortalecendo o atendimento nas terapias
intensivas, mais 6,5 cinco mil leitos de terapia intensiva definitivos no
sistema de saúde, uma política pública para levar pediatras e obstetras para
atenção primária, mais de 400 milhões de doses de vacinas
distribuídas”comentou.
E continuou: “Aí eu pergunto,
vocês que estão me denunciando, quantas doses de vacina vocês distribuíram?
Nenhuma. Se vocês tomaram vacina foi com as vacinas que eu distribuí. Pesquisas,
universidades de ponta do mundo, a exemplo da Universidade de Oxford, vocês
viram já em pré-print publicado no Lancet. Querem trazer informações
científicas, não publique nas redes sociais. Submetam às revistas científicas,
preferencialmente as de fatos de impacto elevado, Lancet, New England, vão lá,
submete lá e, se for aprovada, vem aqui argumentar com base nos dados que
produziram. O que mostrou essa pesquisa da Universidade de Oxford? Que a
política pública adotada pelo Ministério da Saúde estava absolutamente
acertada, porque a vacina que nós usamos para reforço produz 153 vezes mais
anticorpos neutralizantes do que essa outra que, aliás, uma quantidade de doses
foi aplicada como dose de reforço sem autorização da Anvisa. E o que foi feito?
Não sei. E o que se noticiou? Também não sei. Quando se aplicou também
quantitativo de doses não não aprovadas pela Anvisa em adolescentes. E aí?
Vamos dizer a verdade à população brasileira e deixar de fazer narrativa sem
fundamentação, porque elas não se sustentam e o povo não acredita nelas”,
finalizou Queiroga.
Por Jovem Pan
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