Mulher é presa suspeita de envenenar dois ex-companheiros e uma colega de trabalho em Petrópolis; dois morreram | Rio das Ostras Jornal

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Mulher é presa suspeita de envenenar dois ex-companheiros e uma colega de trabalho em Petrópolis; dois morreram

Prisão ocorreu na quarta-feira (12). Investigação aponta que houve furto de receitas médicas de uso controlado e falsificação de documentos para a compra dos remédios que doparam as vítimas. Apenas o ex-companheiro mais recente da suspeita sobreviveu.

Uma mulher foi presa nesta quarta-feira (12) por suspeita de envenenar dois ex-companheiros em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, além de uma colega de trabalho. De acordo com a Polícia Civil, das três vítimas de Guilhermina Quintania Rodrigues, apenas o ex-namorado mais recente sobreviveu após ser hospitalizado, em 2019.

Os outros dois casos, que terminaram com a morte das vítimas, ocorreram em 2015. As investigações apontam que os colegas de trabalho Sônia Maria de Aguiar Gomes dos Santos e Aicarde Pravitz, que morou com Guilhermina por cinco anos, também foram envenenados por ela.

Inquérito indica que Sônia Maria de Aguiar Gomes dos Santos e Aicarde Pravitz morreram após serem dopados por Guilhermina, em 2015, em Petrópolis — Foto: Polícia Civil

Na época, os três trabalhavam em um posto de saúde do bairro Mosela. A polícia acredita que, para tirar aproveito financeiro das vítimas, Guilhermina furtou receitas médicas de uso controlado e falsificou documentos para fazer a compra dos remédios usados para dopá-los.

Antes de morrer, Aicarde Pravitz chegou a ser internado em várias unidades de saúde da cidade. Após a morte, ainda segundo a polícia, foi constatado que havia quetiapina no organismo dele, um medicamento usado no tratamento de distúrbios mentais.

No caso do ex-companheiro mais recente, foram amigos e parentes que desconfiaram do comportamento dele sempre que voltava da casa de Guilhermina. Segundo relatado no inquérito, ele vivia confuso e tinha perda de memória, até que deu entrada na UPA da cidade.

Um dia antes da internação, ainda segundo o inquérito, Guilhermina se matriculou numa faculdade, pagando tanto a matrícula quanto à mensalidade com os cartões de crédito da vítima, que disse à polícia que tudo foi feito "sem que houvesse qualquer autorização para tais gastos".

A polícia descobriu que, em outras ocasiões, ela também teria realizado compras no cartão de crédito dele e até pegado o chip do celular da vítima.

Guilhermina foi presa em um condomínio popular no bairro Alto da Serra, em ação conduzida pelo delegado titular da 105ª DP, João Valentim Neto.

"A Polícia Civil cumpriu busca e apreensão na residência de Guilhermina e logrou em encontrar medicamentos que são condizentes, com aqueles encontrados nas vísceras dos cadáveres. Portanto, hoje, a Polícia Civil deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva em razão da tentativa de homicídio contra o seu último ex-companheiro. A Polícia Civil já indiciou Guilhermina pelo homicídio do seu anterior companheiro e há ainda uma investigação em curso, que, em breve, será concluída, também pelo crime de homicídio qualificado", explicou o delegado.

g1 não conseguiu contato com a defesa de Guilhermina.

Por Lucas Machado e Ariane Marques, g1 — Petrópolis

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