Atualmente, apenas testes feitos por trabalhadores
da saúde. Roque de Sá / Agência Senado/
Pasta acredita que a medida vai
aumentar a capacidade de testagem da população e facilitará a triagem de casos
de Covid-19; qualquer cidadão que tiver interesse poderá fazer o exame
O Ministério da Saúde enviou pedido oficial à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quinta-feira, 13, para a liberação do uso de autotestes que detectam a Covid-19. Em nota técnica, a pasta detalha que qualquer brasileiro que tiver interesse poderá realizar a testagem, não importando a idade, se está com sintomas ou não, ou se já recebeu alguma dose de vacina contra a doença. O ministério considera que o autoteste pode ser uma boa forma de triagem, ou seja, de permitir que quem teste positivo inicie o isolamento. Outras razões citadas para a liberação foram a ampliação de oportunidades de exames, a possibilidade de testar antes de estar num ambiente com outras pessoas, a não sobrecarga dos sistemas de saúde e a chance de sair do isolamento com um resultado negativo. A pasta ainda reforçou que a realização do teste deve ser voluntária.
A busca por testes de Covid-19
explodiu com a chegada da variante Ômicron ao Brasil, mais transmissível que as
anteriores e com capacidade de escapar da imunidade prévia em algum grau. Com
isso, algumas
redes hospitalares públicas e privadas limitaram a realização dos testes apenas
aos casos mais graves. A utilização de autotestes, como é feita em
outros países — sobretudo na Europa, onde são bastante populares —, passou a
ser vista como uma possível solução, mas a Anvisa informou que, para que sejam
permitidos no Brasil, são necessárias algumas políticas públicas para garantir
a qualidade dos exames. O ministério indica quais são essas políticas na nota
técnica em que faz o pedido à agência
Como exemplo, a pasta considerou
alguns critérios que devem ser adotados, como a apresentação de sensibilidade e
especificidade satisfatórias conforme parâmetros da Organização Mundial de
Saúde. Além disso, o fabricante do teste deve disponibilizar um número
telefônico, sem custo, funcional 24 horas por dia, durante 7 dias por semana,
para que pessoas capacitadas possam ajudar os usuários com dúvidas sobre os
testes. Em caso de resultado positivo, a orientação é de que o indivíduo
procure atendimento em uma unidade de saúde ou teleatendimento para confirmação
de diagnóstico e orientações pelos profissionais da área, além de notificação
do caso ao ministério. Se o resultado for negativo, não se deve descartar a
infecção, pois o teste pode ter sido feito no período de incubação do vírus,
quando é mais difícil encontrá-lo no corpo. Se o resultado for negativo, mas os
sintomas persistirem, o indivíduo deverá buscar atendimento em UBS para
avaliação de saúde e diagnóstico.
Por Jovem Pan
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