A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) é conhecida por sua capacidade singular de produzir gafes em série. Da estocagem de vento à mulher-sapiens, a petista coleciona discursos antológicos, que ficarão marcados para sempre na história da política brasileira. Mesmo que negativamente.
Porém, Dilma não vive apenas de
ratas. Ela também sabe dizer verdades inconvenientes — para a esquerda. Em
vídeo que circula nas redes sociais, a ex-presidente aparece dizendo que o
chavismo, ideologia política que estrangula a Venezuela há mais de duas décadas,
é um mau exemplo.
“Há duas coisas que permitem o
surgimento da ultradireita: (1) os movimentos sociais estão
derrotados; e (2) a cumplicidade dos outros Poderes”, observou
a petista, em entrevista concedida ao
canal Opera Mundi em 31 de agosto de 2021. “O governo não faz movimento social,
não é seu papel.”
O jornalista Breno Altman, que
estava conduzindo a entrevista, rebateu a tese de Dilma. “Presidente, o
chavismo não mostra o oposto disso?”, perguntou, ao defender que o melhor
caminho para a conquista do poder é a formação de movimentos sociais. “O
chavismo apostou na mobilização permanente.”
A petista respondeu. “Olha,
vou dizer que o chavismo é um mau exemplo”, afirmou. “Não dá para comparar
a gestão do Brasil com a da Venezuela. O chavismo fez uma aposta no Exército.
Nunca acredite que as mobilizações paramilitares ocorram sem a cumplicidade do
Exército.”
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