Segundo Daniel Soranz, será necessário avaliar cenário epidemiológico causado pela variante ômicron
O secretário municipal da saúde
do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou
que será necessário avaliar o cenário epidemiológico da cidade, com a chegada
da variante
ômicron da Covid-19 para
tomar uma decisão definitiva sobre a realização do desfile das escolas de samba
no Sambódromo da avenida Marques de Sapucaí durante entrevista ao jornal Jovem
Pan, do canal Jovem Pan News, nesta quinta, 6. O
Rio de Janeiro cancelou o carnaval de rua, com os blocos, na terça, 4, mas
a decisão não afeta o desfile, nem as festas fechadas na cidade. Soranz ainda
destacou que, até o momento, a ômicron causou um aumento de casos, mas não de
hospitalizações e mortes, com 38% dos leitos de UTI ocupados no momento.
Contudo, já há uma preparação para o caso de ser necessário disponibilizar mais
leitos.
“É uma pena [o cancelamento], o
carnaval é muito importante para a cidade, para a saúde mental, para as pessoas
que vivem do carnaval. A gente tem uma nova variante que não sabemos como vai
se comportar.Se ela se comportar como está acontecendo agora, que aumenta os
casos mas não hospitalizações e óbitos, é um cenário epidemiológico mais
favorável. A gente passou dezembro com vários dias dezembro com zero óbitos por
Covid-19 e entramos nessa primeira semana [de 2022] com muitos poucos casos
graves. Se esse cenário se mantiver, podemos pensar num cenário com algumas
comemorações em áreas mais restritas. Se houver uma mudança e tiver aumento de
casos graves, de internações e óbitos pode ser que tenha que tomar outras
atitudes. Ainda é cedo para tomar essa decisão, vamos precisar das próximas
duas semanas para alinhar os protocolos e ver como a ômicron vai se comportar
num cenário com uma alta cobertura vacinal”, afirmou Soranz. Até o momento, os
eventos fechados e ensaios das escolas de samba estão permitidos.
O secretário ainda detalhou como
será o plano de vacinação das crianças entre 5 e 11 anos. O Ministério da Saúde
anunciou na quarta que aprovou a vacina e a campanha deve começar assim que as
doses forem entregues pela Pfizer. Segundo Soranz, a ideia da prefeitura do Rio
de Janeiro é começar a vacinar as crianças em larga escala a partir do dia 17,
começando com as maiores (de 11 anos) e indo em ordem decrescente. A ideia é, a
cada semana, vacinar duas idades e terminar a aplicação das primeiras doses até
‘meados de fevereiro’. Em relação à gripe, o médico relatou que houve uma
diminuição após o pico na primeira semana de dezembro, o que atribuiu a uma
alta taxa de vacinação também contra esta doença.
Jovem Pan
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