
Mateus Bonomi/AGIF/Estadão Conteúdo.
Presidente Jair Bolsonaro divulgar carta nesta quinta-feira, 9,
afirmando que nunca teve “nenhuma intenção de
agredir quaisquer dos Poderes”
Presidente da federação ainda
disse que carta mostra um novo horizonte e que atitude de Bolsonaro foi
generosa; Fiesp divulgou manifesto em defesa da ‘independência e harmonia entre
os Poderes’
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nesta sexta-feira, 10, um manifesto em defesa da independência e harmonia entre os poderes. A nota assinada por mais de 200 entidades afirma que “momentos de crise exigem de todos serenidade, diálogo, pacificação, política, estabilidade institucional e, sobretudo, foco em ações em ações e medidas urgentes e necessárias para que o Brasil supere a pandemia, volte a crescer de forma sustentável e continue e gerar empregos”. A proposta da entidade é defender o equilíbrio, pregar a paz e a união e pedir que “haja respeito às regras constitucionais”, afirma o presidente Paulo Skaf. “Temos muitas prioridades que precisam ser atendidas. A única coisa que não precisamos em um momento que é desentendimentos entre nós brasileiros, a democracia é fundamental”, afirmou em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan.
A decisão de divulgar o documento
acontece um dia após o presidente da República, Jair Bolsonaro,
recuar nas declarações feitas durante os atos de 7 de setembro e divulgar carta
afirmando que nunca teve “nenhuma
intenção de agredir quaisquer dos Poderes”. Segundo Paulo Skaf, o
posicionamento foi bem recebido pelos empresários, mostrou desprendimento do
Chefe do Executivo e “deixou claro que há um novo horizonte” para o país. “O
presidente mostrou que, sem dúvida, ele prioriza a nação brasileira a vaidades
pessoais ou interesses políticos. Foi uma iniciativa corajosa. Houve
reconhecimento e ele deu tom aos demais Poderes: ‘Olha, vamos estar juntos pelo
Brasil’. Isso é ótimo”, pontua o líder da Fiesp.
Na visão de Skaf, com o novo
posicionamento de Bolsonaro, a atitude de relembrar as declarações conflituosas
feitas durante as manifestações do 7 de setembro não é mais positiva. “Houve
retratação em relação à alguma atitude e momento que tenha exagerado, ele nessa
nota se refere exatamente a isso. Da minha parte, quero olhar para a frente”,
assegurou. Anteriormente, a Fiesp já havia anunciado a divulgação da nota em
defesa da democracia. No entanto, segundo Paulo Skaf, após um “desentendimento”
na Federação Brasileira
de Bancos (Febraban), o documento foi “politizado”. Com isso, a
entidade adiou para que a nota fosse publicada no “momento adequado”. O
manifesto desta sexta-feira tem apoio de 247 representações, mas não traz a
Febraban entre elas.
Por Jovem Pan
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