
Washington Costa | Min. da Economia
Secretário alerta para
possibilidade de comprometer investimentos federais.
A folga do teto de gastos
prevista para o Orçamento do próximo ano permitirá elevar o beneficio médio do
Bolsa Família para perto de R$ 300, disse nesta quinta-feira (22) o secretário
especial de Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal.
Por causa da inflação acumulada
de 8,35% entre julho de 2020 e julho deste ano, o teto federal de gastos subirá
de R$ 1,486 trilhão em 2021 para R$ 1,61 trilhão em 2022, diferença de R$ 124
bilhões. Isso ocorre porque, até 2026, o teto será corrigido pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
De acordo com o secretário
especial de Fazenda, o Orçamento do próximo ano terá uma folga de R$ 25 bilhões
a R$ 30 bilhões para o cumprimento da regra do teto. Isso deverá ocorrer mesmo
que todas as despesas obrigatórias cresçam dentro do previsto em 2022. Mesmo
assim, Funchal diz que a elevação do valor médio do Bolsa Família retiraria
espaço para os investimentos, caso o valor médio fique em R$ 300.
“Após as atualizações das previsões
macroeconômicas e levando em consideração que os gastos com pessoal e
Previdência são as maiores contas hoje do governo, está estimado que, se não
tiver mais surpresas, a folga do teto deverá ficar entre R$ 25 bilhões e R$ 30
bilhões. Isso daria margem para [o Bolsa Família] chegar perto de R$ 300, mas
acaba comprimindo o espaço para outros investimentos”, disse Funchal ao
explicar a liberação de R$ 4,5 bilhões do Orçamento.
Nesta semana, o presidente Jair
Bolsonaro anunciou a elevação do valor médio do benefício do Bolsa
Família, atualmente em R$ 190, para R$ 300. Segundo ele, a mudança poderá
entrar em vigor em novembro deste ano.
Por Marcos Rocha
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!