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| Passageiros poderão trazer mais produtos para Cuba sem pagar taxas. YAMIL LAGE / AFP - ARQUIVO |
Decisão era um dos pedidos dos manifestantes que foram às ruas no domingo; produtos de higiene também entrarão de graça
O governo de Cuba autorizou a partir da próxima segunda-feira (19) a livre entrada no país de alimentos, remédios e produtos de higiene trazidos por viajantes, três dias após manifestações inéditas na ilha.
O governo
concordou "em autorizar excepcionalmente e temporariamente a importação,
através de passageiros, de alimentos, remédios e produtos de higiene sem limite
de valor e sem o pagamento de taxas", anunciou o premier Manuel Marrero na
TV cubana.
Essa foi uma
das medidas solicitadas por acadêmicos e intelectuais em carta aberta recente
ao governo, a fim de amenizar a escassez de alimentos e remédios, uma das
motivações dos protestos em massa que ocorreram nos dias 11 e 12 em cerca de 40
cidades da ilha.
“Esta é uma
medida que estamos tomando até 31 de dezembro. Depois, faremos uma avaliação”,
assinalou Marreo, na companhia do presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
As leis cubanas
permitem a importação não comercial de 10 quilos de medicamentos livres de
impostos, enquanto impõem limites a alimentos e outros produtos, pelos quais
cobra impostos.
“Você pode
trazer a quantidade de alimentos, produtos de higiene e remédios que desejar, o
limite não é determinado por nós, não é determinado pelo país, não é
determinado pela alfândega. O limite pode ser determinado pela companhia
aérea", ressaltou Marrero.
Um grupo de
artistas e intelectuais, entre os quais o cineasta Fernando Pérez e o
economista Carmelo Mesa Lago, havia pedido que fosse facilitado "o
processo para permitir a entrada de medicamentos e insumos médicos no
país".
AFP

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