
A candidata à presidência do Peru Keiko Fujimori.
ERNESTO BENAVIDES / AFP
Pedido do
Ministério Público foi considerado "infundado" e a candidata à
presidência do país segue em liberdade
A justiça peruana livrou a candidata presidencial Keiko Fujimori de retornar à prisão preventiva no âmbito do caso Odebrecht, após declarar infundado um pedido do Ministério Público (MP) nesta segunda-feira (21).
“Declara-se
infundado o pedido do Ministério Público de revogar a restrição de
comparecimento e de reemitir a prisão preventiva”, anunciou o juiz Víctor
Zuñiga ao proferir sua decisão ao final da audiência. Ele considerou que
Fujimori cumpriu "rigorosamente todas as restrições impostas", como
não se reunir com as testemunhas das investigação da Lava Jato no Peru.
A audiência foi
transmitida ao vivo e não contou com a presença da imprensa ou do público no
tribunal. O juiz, o promotor, o advogado e Fujimori foram os únicos presentes
na sala, além de alguns assistentes. Todos usavam máscara dupla para evitar o
contágio de covid-19. No lado de fora do tribunal, dezenas de simpatizantes se
reuniram.
"Considero
arbitrário, desproporcional e injusto revogar as restrições que venho
cumprindo", como parte da liberdade condicional a seu favor, disse Keiko
Fujimori ao falar durante a audiência.
O promotor
anticorrupção solicitou em 11 de junho "a revogação da comparência com
restrições [liberdade condicional] à prisão preventiva de Keiko Fujimori"
no âmbito do caso de suposta lavagem de dinheiro por contribuições da
construtora brasileira Odebrecht para suas campanhas de 2011 e 2016 .
“Foi novamente
determinado que a arguida Fujimori Higuchi descumpriu a restrição de não
comunicação com as testemunhas; portanto, foi notado como facto público e
notório que ela comunica com a testemunha Miguel Torres Morales”, argumentou o
procurador em seu pedido ao tribunal.
Fujimori, 46,
compareceu em 8 de junho em entrevista coletiva em Lima para pedir ao Júri
Eleitoral Nacional (JNE) que anulasse 802 cédulas eleitorais -cerca de 200 mil
votos- acompanhado de Torres Morales, na qualidade de assessor.
O Peru ainda
aguarda o vencedor da votação de 6 de junho entre Keiko Fujimori e o
esquerdista Pedro Castillo.
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