
Xavier Granja Cedeño | MRECI
Estima-se que
96% da população venezuelana vive abaixo da linha da pobreza.
O Fundo
Monetário Internacional (FMI) estima que até 2021 a economia venezuelana terá
uma contração de 10%. O órgão calcula que desde 2013, quando o ditador
socialista Nicolás Maduro assumiu o poder, o PIB do país caiu 83,5%.
A destruição da
indústria de petróleo venezuelano é um dos principais pontos do colapso. Antes,
esse setor era o principal motor da economia.
O ano de 2020
significou uma queda de 30% para o PIB da Venezuela.
Embora o resto
do mundo deva se recuperar neste ano, a Venezuela será um dos poucos países que
permanecerá no vermelho, ao lado de Myanmar (-8,9%), Butão (-1,9%) e
Bielorrússia (-0,4%). Em outras palavras, será a nação que apresentará o maior
colapso em 2021.
Além disso, a
tendência de recuo pode ser mantida em 2022, segundo dados do FMI.
O comportamento
negativo, é claro, também resulta em piores condições para as pessoas. Um dos
indicadores nesse sentido é o PIB per capita, que ao final de 2021 seria de apenas
US $ 1.542, muito inferior aos US $ 10.568 que o país alcançou em 2015.
De acordo com
um relatório da Universidade Católica Andrés Bello (Ucab), na Venezuela,
apresentado em julho de 2020, 64,8% das famílias venezuelanas apresentavam
pobreza multidimensional. Ao mesmo tempo, com base na renda, estima-se que 96%
da população estava abaixo dessa linha. Esses números são semelhantes aos da
Nigéria ou do Chade.
Ainda segundo o
documento da Ucab, os venezuelanos tinham uma renda média diária de US $ 0,72,
o que é bem abaixo da linhas de pobreza do Banco Mundial de US $ 5,50 e US $
3,20.
Por Thaís Garcia
Com
informações, Portafolio
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