
Anvisa é alvo de pressão de governadores pela reprovação da vacina
Sputnik V. ADRIANO MACHADO/ REUTERS 06.05.2021
Antonio
Barra Torres deve ser cobrado pelas ações da agência na aprovação de vacinas e
de medicamentos contra a covid-19
O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres será ouvido nesta terça-feira (11), a partir das 10h, na CPI da Covid, que investiga possíveis omissões do governo Bolsonaro e desvio de verbas de estados e municípios no enfrentamento à pandemia de covid-19. Ele deveria ter falado na semana passada, na quinta, mas teve depoimento adiado depois do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ter se prolongado em sua oitiva.
Barra Torres
deve ser questionado em relação à aprovação das vacinas, que é responsabilidade
da Anvisa, o que fez a agência
ser alvo de ações no STF (Supremo Tribunal Federal) e pressão de
governadores pela reprovação
da vacina da Sputnik V, da Rússia. A Anvisa também tem o dever de
avaliar a segurança e eficácia de possíveis medicamentos contra a covid-19, o
que também pode ser lembrado pelos senadores.
A questão das
vacinas foi tema central dos requerimentos dos senadores para a convocação do
militar. O primeiro deles, do senador Angelo Coronel (PSD-BA), relembra o fato
de a Anvisa ter negado autorização à vacina Sputnik V.
Os outros três
requerimentos foram apresentados pelos senadores Eduardo Girão (Podemos-CE),
Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Pandemia, e Randolfe Rodrigues
(Rede-AP), vice-presidente da CPI.
Na quarta-feira
(12), o ex-secretário especial de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten,
prestará esclarecimentos aos senadores. Ele foi convocado depois de afirmar em
entrevista à revista Veja que a gestão do ex-ministro da Saúde, Eduardo
Pazuello, foi incompetente
na negociação de vacinas da Pfizer, oferecidas ao governo desde o ano
passado.
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O Senado ainda
não confirmou oficialmente o depoimento da quinta-feira (13), mas a data deve
ser destinada a dois representantes da Pfizer no Brasil – a atual presidente,
Marta Diéz, e seu antecessor, Carlos Murillo – para esclarecer o processo de
negociação das doses da vacina.
Gabriel Croquer, do R7
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