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| Vacina da norte-americana Novavax é baseada em subunidade proteica do coronavírus. DIVULGAÇÃO/NOVAVAX |
Novavax e CureVac já estão apresentando documento de seus imunizantes junto às agências europeia e britânica
Dez tipos de
vacina contra covid-19 já estão sendo aplicadas ao redor do mundo desde meados
de 2020, mas ainda é necessário muito mais. E novos imunizantes estão próximos
de serem registrados.
A OMS
(Organização Mundial da Saúde) tem listadas 134 vacinas que estão em fase de
testes em humanos, mas a grande maioria ainda em estágio inicial (fase 1 ou 2).
Das que estão
em fase 3 (pré-registro), a da norte-americana Novavax e a da alemã CureVac
caminham para ter resultados suficientes para um pedido de registro em breve.
Novavax
A empresa de
biotecnologia dos Estados Unidos Novavax teve resultados animadores na fase 3
de testes, no Reino Unido e África do Sul, da vacina desenvolvida por ela
(chamada de NVX-CoV2373.
No fim de
janeiro, a companhia divulgou que o imunizante teve eficácia média de 89,3% no
Reino Unido, onde participaram dos testes mais de 15 mil voluntários entre 18 e
84 anos.
A proteção
conferida pela vacina contra cepas originais causadoras da covid-19 foi de
95,6%. No entanto, quando analisada apenas a variante B.1.1.7, que predomina no
Reino Unido, foi de 85,6%.
Na África do
Sul, a eficácia foi de 60%, em um estudo envolvendo cerca de 4.400
participantes. Um dos motivos para o desempenho menor da vacina pode ser a
variante do coronavírus que predomina naquele país.
“O risco
reduzido de 60% contra a covid-19 em indivíduos vacinados na África do Sul
ressalta o valor desta vacina para prevenir a doença da variante altamente
preocupante que circula atualmente na África do Sul e que está se espalhando
globalmente", disse em comunicado o professor Shabir Maddi,
diretor-executivo da Unidade de Pesquisa Analítica de Vacinas e Doenças
Infecciosas, em Wits, e investigador principal no ensaio da vacina da Novavax
na África do Sul.
A Novavax ainda
conduz estudos adicionais nos Estados Unidos e México, com aproximadamente 30
mil voluntários, para obter mais dados sobre o comportamento da vacina em
diferentes países.
Todavia, desde
janeiro, a empresa já iniciou a submissão contínua de documentos junto ao MHRA
(agência reguladora de medicamentos do Reino Unido) com objetivo de facilitar o
registro do imunizante.
A vacina da
Novavax utiliza a tecnologia de subunidade proteica, que envolve pedaços
purificados do coronavírus especialmente selecionados por sua capacidade de
estimular células imunes — neste caso, a proteína spike, localizada na coroa do
vírus e que é por onde ele se conecta aos receptores humanos.
CureVac
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| Vacina da CureVac está sendo testada na Europa e na América Latina. YVES HERMAN/REUTERS |
A vacina
desenvolvida pela biofarmacêutica alemã CureVac começou as fases 2b e 3,
simultaneamente, em dezembro de 2020. Em fevereiro, a empresa iniciou o
processo de submissão contínua da documentação da vacina junto à EMA (Agência
Europeia de Medicamentos).
O imunizante
utiliza a mesma tecnologia já em uso nas vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna:
o RNAm (ácido ribonucleico mensageiro).
Os resultados
da fase 1 e 2a mostraram que a vacina CVnCoV tem boa tolerância em humanos,
além de induzir "fortes respostas de anticorpos" e "indicação de
ativação de células T [importantes para imunidade duradoura]".
Ainda não foram
publicados dados preliminares sobre a eficácia da vacina da CureVac, que está
sendo testada na Europa e na América Latina (Peru e Panamá).
Em janeiro
deste ano, a CureVac firmou parceria com a gigante farmacêutica Bayer para
produção de sua vacina. Também fechou uma parceria com a britânica GSK
(GlaxoSmithKline) para o desenvolvimento de vacinas multivalentes de próxima
geração baseadas em RNA mensageiro.
A empresa
também assinou um acordo com a farmacêutica suíça Novartis para fabricação dos
insumos da CVnCoV já a partir do segundo trimestre deste ano.
"A
Novartis planeja produzir até 50 milhões de doses do mRNA e do medicamento a
granel para a vacina CureVac em 2021 e mais 200 milhões de doses em 2022. O
medicamento a granel será então entregue ao CureVac para posterior processamento
e envase", diz uma nota da farmacêutica.
Do R7


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