
Agência Europeia de Medicamentos não sabe o que
provoca reação. CLODAGH KILCOYNE/REUTERS
Diretor de
estratégia de imunizantes da Agência Europeia de Medicamentos diz ainda não
saber causa da doença após aplicação
Uma fonte da
Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) confirmou
"um vínculo" entre a vacina de Oxford, fabricada pela farmacêutica
AstraZeneca, e casos de trombose registrados em pessoas que receberam o
fármaco, afirmou nesta terça-feira (6) em uma entrevista ao jornal italiano Il
Messaggero.
"Agora
podemos afirmar, está claro que há um vínculo com a vacina, que provoca esta
reação. Mas ainda não sabemos por quê [...]. Em resumo, nas próximas horas,
vamos declarar que existe um vínculo, mas ainda temos que entender por quê
acontece", disse Marco Cavaleri, diretor de estratégia de vacinas da EMA.
A agência
europeia deve se pronunciar oficialmente sobre o tema, afirmou Cavaleri.
"Estamos
tentando ter um quadro preciso do que está acontecendo, para definir a síndrome
devido à vacina (...) Entre as pessoas vacinadas se registrou um número de
casos de trombose cerebral entre jovens superior ao que esperávamos. Vamos ter
que afirmar isto", explicou.
Há várias
semanas foram detectadas suspeitas sobre possíveis efeitos colaterais graves,
embora raros, entre as pessoas vacinadas com o fármaco da AstraZeneca. Seriam
casos de trombose atípica, incluindo alguns que provocaram a morte.
No Reino Unido
foram registrados 30 casos e sete mortes de um total de 18,1 milhões de doses
administradas até 24 março.
Para a EMA
"não se demonstrou um vínculo causal com a vacina", afirmou há
alguns dias a diretora executiva da agência, Emer Cooke.
Para a agência
europeia de acordo com os conhecimentos científicos atuais, "não há
provas que apoiem a restrição do uso desta vacina em nenhuma
população".
Para Paul Hunter, especialista em microbiologia médica da Universidade de East
Anglia, entrevistado pela AFP, "a evidência aponta mais para a vacina
Oxford-AstraZeneca como causa".
Como precaução,
vários países determinaram a aplicação desta vacina a algumas faixas etárias,
como França, Alemanha e Canadá.
Para a
AstraZeneca os benefícios da vacina na prevenção da covid-19 superam os riscos
dos efeitos colaterais. O laboratório anglo-sueco afirmou no sábado que a
"segurança do paciente" é sua "principal prioridade".
Da AFP
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