Secretário Daniel Soranz defende que Ministério da Saúde envie vacinas aos estados no mesmo dia em que recebê-las
Com mais de 900
pacientes internados com Covid-19 e taxa de ocupação de 96% nos leitos da rede
SUS na cidade do Rio de Janeiro, a prefeitura do Rio está preocupada com outro
problema: o estoque de vacinas. Caso não receba um novo lote até quarta-feira
(10), a campanha realizada pelo município pode ser interrompida pela segunda
vez já no dia seguinte.
A informação já
tinha sido antecipada no domingo pelo analista Leandro Resende. Nesta
segunda-feira (8), o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, destacou que
espera a chegada de uma nova remessa de imunizantes para essa terça-feira (9).
“O Rio vacinou
6% da população com a primeira dose. A gente espera que o Ministério da Saúde
cumpra o calendário e envie mais doses para amanhã. O plano é manter a
vacinação de todas as pessoas até 67 até o fim de março”, afirmou o secretário.
O município se
queixa que um lote de 900 mil doses de Coronavac, enviado pelo Instituto
Butantan ao ministério, ainda não foi distribuído pela pasta aos estados.
Soranz prevê ainda um aumento do número de casos e da taxa de ocupação dos
leitos do município. Com relação aos de enfermaria, a ocupação está em 74%.
“O risco do
quadro atual não se manter é muito alto, nós vemos o que acontece nos outros
estados da federação, e o Rio de Janeiro não é uma ilha. Além de ampliar o
número de leitos, precisamos pedir o apoio da população, para que não se
aglomere, e não se exponha sem necessidade. Fica nosso pedido e apelo à
população”, afirmou o secretário.
Soranz destacou
ainda a importância de que o ministério faça a distribuição dos imunizantes aos
estados no mesmo dia que recebê-los dos fabricantes, sejam eles a AstraZeneca
ou o Instituto Butantan. Nesta segunda-feira, o município imuniza idosos com 77
anos, que continuarão a ser protegidos até terça-feira. Nos dois dias
seguintes, será a vez daqueles que têm 76 anos.
Questionado
para confirmar a previsão de chegada de uma nova remessa de vacinas para o
estado, o Ministério da Saúde ainda não deu retorno.
Stéfano
Salles e Isabelle Saleme, da CNN no Rio de Janeiro

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