
Defesa de Witzel alegou equívoco da atual gestão.
FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
Governador
afastado recebeu integralmente os rendimentos em dezembro, mesmo após o TEM
determinar redução de 1/3 do valor
O governador
afastado do Rio, Wilson Witzel, terá de devolver parte do salário recebido
indevidamente. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (7) pela Justiça.
Alvo de
processo de impeachment, Witzel recebeu integralmente os rendimentos no mês de
dezembro, mesmo após o Tribunal Especial Misto determinar redução de 1/3 do valor em novembro do ano
passado.
Na petição
encaminhada ao presidente do TEM, desembargador Claudio de Mello Tavares, a
defesa do governador afastado alegou que provavelmente houve um equívoco da
atual gestão do Estado. Também foi solicitada a expedição de uma guia para
devolução do valor depositado indevidamente na conta corrente de Witzel.
Em nota, o
governo do Estado disse ter sido notificado pela Justiça na última terça-feira
(5) e informou que vai cumprir a decisão de corte de 1/3 do salário do
governador afastado Wilson Witzel retroativo ao dia 9 de novembro.
Reajuste
salarial
Witzel também
foi beneficiado por um reajuste salarial de 11%. Sobre a decisão, o governo
estadual disse que cumpre uma determinação da Casa Civil, a partir de parecer
da PGE (Procuradoria Geral do Estado), que aponta "ilegalidade no corte de
subsídios do governador, vice-governador, secretários e subsecretários, com
fundamento em ato administrativo do governo anterior, que reduziu os valores
por meio de um despacho interno".
Explicações
à PGR
Também nesta
quinta-feira (7), a PGR (Procuradoria Geral da República) pediu explicações a Wilson Witzel sobre supostas
ameaças feitas ao secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto
Chaves, durante uma live na última terça.
Witzel disse
que Chaves é um “mentiroso” e que se estivesse presente na sessão do TEM
(Tribunal Especial Misto), na qual foi ouvido como testemunha no processo de
impeachment, teria dado voz de prisão a ele.
Ao R7, a
defesa de Witzel afirmou que o fato “réu dizer que vai usar das suas faculdades
processuais” não configura ameaça já que o governador afastado teria usado o
seu direito de “acesso à Justiça”.
Do R7
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