
Antônio Cruz | Agência Brasil
Segundo a Folha
de S. Paulo, a Polícia Federal enviou ao ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal, “um relatório informando que, ao término
de dezenas de diligências realizadas, não encontrou elementos suficientes para
indiciar pessoas pela realização ou financiamento de atos antidemocráticos, por
ora”.
De acordo com o
jornal, os autos do inquérito estão com a Procuradoria-Geral da República, que
vai analisar as medidas cumpridas.
Sem pedir um
prazo maior nas investigações, a PF sinalizou que já concluiu suas obrigações.
Aberto em abril
de 2020, o inquérito mira apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.
Oswaldo
Eustáquio
O jornalista é
um dos alvos do inquérito.
No dia 14 de
dezembro 2020, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF), determinou a prisão do comunicador, que é apoiador do presidente da
República.
Eustáquio
cumpria prisão domiciliar e, segundo Moraes, descumpriu de forma reiterada as
restrições impostas pela Corte.
O ministro
alegou que o jornalista deixou o local onde reside e se deslocou até o
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado pela
ministra Damares Alves.
Por causa
disso, o monitoramento eletrônico apontou o deslocamento sem autorização.
Segundo Moraes,
a prisão preventiva é necessária porque as medidas alternativas não estão sendo
cumpridas pelo investigado.
“Após
sucessivas oportunidades concedidas ao investigado, ele continuou a insistir na
prática dos mesmos atos que lhe foram anteriormente vedados por expressa
determinação da Justiça, situação que revela a inutilidade das medidas
cautelares impostas, bem como a própria ineficácia da prisão domiciliar, haja
vista que Oswaldo Eustáquio Fillho, ao invés de permanecer no interior da sua
residência cumprindo o que lhe fora determinado, continuou circulando
livremente além do limite permitido”, escreveu o ministro.
Ainda segundo
Moraes, “impõe-se, portanto, a decretação da prisão preventiva, haja vista que
as medidas impostas não alcançaram o efeito disciplinar e pedagógico que eram
esperados”.
Eustáquio é
investigado desde junho de 2020. O inquérito apura o suposto financiamento e
uma suposta organização de atos considerados antidemocráticos.
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