
© Fabrizio Bensch/Reuters
Em uma matéria exclusiva, o jornal britânico The Mirror diz que há
suspeitas de que uma unidade obscura da agência de espionagem doméstica russa
FSB – ligada ao ataque de envenenamento com o agente nervoso ‘novichok’ ao
opositor de Putin, Alexei Navalny – esteja por trás de planos secretos de
desenvolvimento de armas biológicas envolvendo vírus mortais.
O Serviço
Federal de Segurança Russo, ou FSB, é suspeito de desenvolver armas biológicas
baseadas no vírus letal Ebola e no vírus Marburg, informou o site britânico,
citando um ex-oficial de inteligência britânico não identificado e uma organização
sem fins lucrativos francesa, a OpenFacto.
O projeto tem
como codinome ‘Toledo’, possível referência a uma cidade espanhola que foi
devastada por uma peste em 1598, ou Toledo, no estado americano de Ohio, que
foi duramente atingida pela epidemia de gripe espanhola em 1918, segundo
relatório da OpenFacto, publicado em 22 de dezembro.
A fonte
do The Mirror e da OpenFacto disseram que o projeto de
Toledo é o resultado do trabalho da Rússia no desenvolvimento de uma vacina
contra o Ebola. O projeto foi criado pelo 48º Instituto Central de Pesquisa do
Departamento de Defesa do país e é uma afiliada direta do 33º Instituto Central
de Pesquisa.
Acredita-se que
o 33º Instituto Central de Pesquisa seja o responsável pelo desenvolvimento
recente dos agentes nervosos ‘novichok’, criados pela antiga União Soviética
dos anos 1970 no início dos anos 1990 e suspeitos de envenenamento do
ex-oficial militar russo, Sergei Skripal, e sua filha, Yulia Skripal, nas ruas de
Salisbury , na Inglaterra, em 2018 e do opositor russo Alexei Navalny, em agosto deste ano.
O relatório da OpenFacto diz que a documentação de
código aberto disponível vincula o trabalho do 48º Instituto, sobre o Ebola,
como fornecedor da Unidade 68240, uma operação do FSB responsável pelo Projeto
Toledo.
“Tanto a Rússia
quanto o Reino Unido têm laboratórios que estudam guerra biológica e química
para aprender como se defender contra armas como o novichok”, disse o jornal The Mirror, citando o ex-oficial da
inteligência militar britânica. “Mas se, simultaneamente, a Rússia está
estudando como usar o Ebola e o Marburg como arma, isso tem possibilidades
terríveis.”
“Moscou tem
mostrado repetidamente disposição e capacidade de usar armas como o novichok
até mesmo nas ruas do Reino Unido. Isso pode significar que a Rússia pode
potencialmente intensificar a pesquisa sobre Ebola e Marburg e considerar sua
letalidade como uma arma.”
A OpenFacto,
que se descreve como uma organização para promover e apoiar inteligência de
código aberto na comunidade francófona, diz que tanto o 48º Instituto quanto o
33º Instituto sofreram sanções pelo governo dos EUA por “provavelmente
conduzirem pesquisas para armas biológicas”.
Os vírus que
causam o Ebola estão localizados principalmente na África Subsaariana e os
sintomas variam de febre, dor e fadiga a hemorragia interna maciça.
Por Thaís Garcia
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