
Atendimento presencial é feito apenas com hora marcada
em parte das agências. MATEUS BONOMI/AGIF -
AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA
Apesar da determinação
da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho para o retorno imediato,
associação diz que falta segurança nas agências
Os peritos
médicos não têm previsão de retornar ao trabalho presencial nas agências
do INSS
(Instituto Nacional de Seguridade Social). Apesar da determinação da
Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, vinculada ao Ministério da
Economia, para o retorno imediato, a ANMP (Associação Nacional dos Médicos
Peritos da Previdência Social) afirma que eles não voltarão ao atendimento
presencial.
"A suposta
determinação de retorno imediato será ignorada pois ordem ilegal não deve ser
cumprida e estamos defendendo o direito à vida dos cidadãos, tanto a nossa como
a dos segurados", afirma em nota.
Parte das
agências do INSS reabriram na segunda-feira (14), após quase seis meses. Além
de hora marcada, o atendimento presencial é para alguns seviços, entre eles
havia previsão da perícia médica. Mas os médicos peritos se recusaram a retomar
as atividades normalmente nos postos do INSS sob a alegação de que há risco de
contaminação pelo coronavírus.
O governo
argumentou que houve inspeções nas agências, feitas conforme orientação do
Ministério da Saúde e realizadas por servidores do próprio INSS.
De acordo com a
secretaria, tanto as agências como as salas de perícia médica "cumprem os
protocolos sanitários estabelecidos pelo Ministério da Saúde, a fim de garantir
a segurança de servidores e cidadãos com relação à pandemia da covid-19".
Ao todo, 169
unidades do INSS espalhadas pelo país têm o serviço de perícia médica. Porém,
conforme a secretaria, apenas 111 dessas agências estão preparadas para fazer
as consultas e analisar os benefícios. O agendamento para esse atendimento é
feito pelo portal "Meu INSS".
Do R7
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