O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (17) que seu pedido para depor à Polícia Federal por escrito é a intenção de ter o mesmo tratamento que antecessores no cargo.
"Como já
aconteceu no ano passado, com outros presidentes, que valesse para mim
também", disse Bolsonaro. Depoimento por escrito do então presidente
Michel Temer (MDB) em investigação é parte das alegações da Advocacia-Geral da
União (AGU) para que Bolsonaro não tenha que comparecer.
Bolsonaro falou
sobre o tema em sua transmissão semanal pelas redes sociais, comentando a
decisão do ministro Marco
Aurélio Mello de suspender a investigação sobre o presidente até que o
Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decida se ele deverá comparecer à PF
para se manifestar.
O inquérito do
STF trata das afirmações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que ao pedir
demissão acusou Bolsonaro de pretender interferir politicamente na Polícia
Federal.
Na live, o
presidente disse que não acredita que deva responder a perguntas do ex-ministro
e confrontou as falas de Moro.
"O
ministro relator Celso de Mello queria que eu depusesse de forma presencial
respondendo pergunta de dois advogados do Moro e do próprio Sergio Moro. O Moro
não tem que perguntar nada pra mim. Ele tem que dizer o senhor interferiu
aqui, fez isso, fez aquilo, porque isso a gente rebate rapidamente",
afirmou.
Aulas
presenciais
O presidente
Jair Bolsonaro afirmou que orientou ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, a
ajudar com informações aos governadores e prefeitos que desejarem retomar as
aulas presenciais.
"Hoje
mandei mensagem pro ministro Milton, da Educação, para ele se preparar e
começar a orientar, já que a decisão não é nossa, é dos governadores e
prefeitos, para que se volte as aulas no Brasil", afirmou.
Guilherme
Venaglia, da CNN, em São Paulo

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