Literatura cristã queimada em Ulanqab, Região Autônoma da Mongólia Interior. Imagem: Bitter Winter
O governo
comunista chinês continua seu ataque implacável contra os cristãos, forçando-os
a abandonar sua fé e crenças.
A Bitter Winter relatou que o regime comunista começou a
inspecionar livros, álbuns de fotos, jornais e literatura impressa por igrejas
em um esforço para regulamentar ainda mais os assuntos religiosos.
Os artigos
publicados por uma igreja devem ter permissão de instituições específicas
responsáveis por publicações religiosas para serem impressos e sua
distribuição é limitada a um determinado número de pessoas.
Em abril, publicações consideradas “ilegais”,
incluindo literatura religiosa, foram queimadas na cidade de Ulanqab, na Região
Autônoma da Mongólia Interior.
No mês passado,
funcionários do governo comunista no distrito de Zhanggong, em Ganzhou,
inspecionaram toda a literatura de uma igreja local e insistiram que apenas
Bíblias publicadas pelos dois conselhos “cristãos” chineses eram aceitáveis.
Os funcionários
ameaçaram fechar a igreja se quaisquer outras publicações, mesmo livros de
lição de casa para crianças, fossem encontradas.
“É ilegal eles
fazerem isso, mas podem fazer o que quiserem porque a China é a terra do
Partido Comunista”, disse um membro da igreja.
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| Publicações ‘ilegais’ sendo queimadas na cidade de Enping, na província de Guangdong, no ano passado. Imagem: Bitter Winter. |
Uma fonte de
dentro da Secretaria de Assuntos Religiosos da China disse a Bitter Winter que
“mesmo os materiais impressos para uso pessoal são eliminados. É até ilegal
imprimir Bíblias ‘não-oficiais’ baixadas da Internet.”
Funcionários e
policiais removem publicações religiosas de uma igreja na cidade de Enping, em
Guangdong. Imagem: Bitter Winter.
O governo
comunista chinês está forçando igrejas e famílias a substituir cruzes, símbolos
religiosos e imagens de Jesus por retratos dos ditadores comunistas da
China, Xi Jinping e Mao.
Cerca de 250
cruzes foram removidas de igreja em apenas uma província no início
deste ano.
“Apoiamos o
Estado e cumprimos seus regulamentos”, disse um membro da igreja. “Podemos ter
um diálogo com o governo se ele achar que fizemos algo errado, mas eles não
podem nos perseguir dessa forma”.
“Como as cruzes
estão sendo removidas em todo o país, aqueles que se recusarem a cooperar serão
acusados de se opor ao Partido Comunista”, acrescentou o cristão. “Somos
pressionados a desistir de nossa fé, mas vamos perseverar.”
Por Thaís Garcia


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