Curso SENAI de
Segurança Cibernética Aplicada à Industria 4.0 – voltado para profissionais de
todas as áreas da indústria - e Curso Prático de Simulação Hiperrealista – para
profissionais mais experientes - estarão no ar a partir desta quinta-feira (20)
Se a proteção
de dados já era tema prioritário antes da pandemia, agora, com o mundo
funcionando cada vez mais online, a questão da segurança cibernética tornou-se
ainda mais urgente. Sinal disso, por exemplo, é aumento de ataques e exposição
de dados de empresas e de internautas que tem acompanhado o crescente uso da
internet nesses tempos de isolamento social. Nesse cenário, especialistas em
recrutamento e seleção já indicam que o profissional de cibersegurança é uma
das profissões em destaque nesse período e que seguirá em alta após a pandemia.
Por isso, o
Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) lança, nesta semana, dois
novos cursos em Segurança Cibernética. Um deles, o curso SENAI de Segurança
Cibernética Aplicada à Indústria 4.0, de R$ 71,20, estará gratuito pelos
próximos 15 dias. Com 40 horas de duração, e 100% à distância, o curso é
autoinstrucional e ensina aos profissionais da indústria os principais riscos e
cuidados que precisam ser tomados para evitar vulnerabilidades e ataques cibernéticos.
O objetivo desse curso é estimular a cultura da segurança cibernética em todos
os setores das empresas. “Muitas vezes,
por total desconhecimento, o próprio funcionário acaba colocando a empresa em
risco”, explica Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI nacional. “Hoje em dia,
todos os profissionais, seja de gestão ou chão de fábrica, precisam estar
atentos a essas questões para compreenderem a importância da cyber segurança na
linha de produção”, reforça.
As inscrições
para o curso podem ser feitas no endereço: https://loja.mundosenai.com.br/
“Acreditamos
que a demanda por esse tipo de profissional vai crescer. Ataques a sistemas de
dados podem causar a interrupção de processos e queda na produtividade. Sem
contar com a exposição do nome da empresa, colocando em risco sua
credibilidade”, explica Felipe Morgado, gerente de Educação Profissional do
SENAI.
Segundo
levantamento da empresa de segurança cibernética Kaspersky, entre fevereiro e
abril deste ano, o número de ataques via acessos remotos aumentou em mais de
300% no Brasil. De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de
Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), entre 2020 e 2024, deverão
ser geradas mais de 350 mil novas vagas na área de Tecnologia da Informação
(TI), sendo mais de 37 mil delas em Segurança da Informação.
Curso Prático
do SENAI reproduz cenários e situações hiper-realistas para preparar
profissionais
Outro curso que
também entra no ar nesta semana é o Curso Prático de Simulação Hiperealista de
Ataques Cibernéticos , que contará com um simulador de última geração ,
contratado pelo SENAI para utilização em suas ações educacionais. O simulador é
um produto nacional, desenvolvido pela empresa RustCon e utilizado pelo
Exército Brasileiro e por empresas privadas na capacitação dos recursos humanos
para segurança cibernética. Ele conta com plataforma base para exercícios
internacionais de CTF (Capture the Flag) envolvendo profissionais e militares
de vários países.
O curso tem 40
horas, conta com tutoria e monitoria, e é voltado a pessoas que já tenham
conhecimento em segurança cibernética. Um dos grandes diferenciais deste curso
é a preparação do profissional através da simulação de ataques cibernéticos,
com práticas de defesas e ataques utilizando simulador hiperrealista.
O simulador é
considerado fundamental no ensino e treinamento do profissional de segurança
cibernética por conseguir reproduzir o comportamento de uma rede de produção,
composta por elementos comumente encontrados como a topologia de redes,
roteadores, comutadores, firewalls, estações de trabalho e servidores.
Também oferece
serviços de rede típicos, como e-mail, servidores web, servidores de arquivos,
aplicativos desenvolvidos internamente, entre outros; com seus respectivos
dados e tráfego de acesso. As ações ativadas pelos usuários do simulador
influenciam diretamente no comportamento deste ambiente virtual, como se
estivessem operando em uma rede de produção real.
O curso é
totalmente à distância, custa R$ 7,7 mil e as inscrições podem ser feitas no
site: https://loja.mundosenai.com.br/. O valor pode ser parcelado em até cinco
vezes e existem pacotes para empresas.
Nesta
quinta-feira, às 16h, será realizada uma
live com o gerente de Educação profissional do SENAI para detalhar os dois
novos cursos da instituição. Acompanhe pelos perfis do SENAI no Facebook e
Instagram.
Simulador do
SENAI treina para ataques cibernéticos em 20 cenários distintos
Ao todo, o
simulador conta com 20 cenários que são situações-problema baseadas em casos
reais para os usuários executarem ações de defesa e de ataque em diferentes
níveis de complexidade e de dificuldade. Para a proteção no espaço cibernético,
ataque e defesa são, na prática, dois lados da mesma moeda. Isso ocorre porque
o sucesso do invasor depende basicamente das vulnerabilidades encontradas na
defesa dos sistemas atacados. Dessa forma, para projetar um sistema de defesa adequado,
é necessário que os especialistas estejam atualizados sobre os mecanismos e
meios dos ataques cibernéticos existentes.
Para os alunos
que já possuem a formação na área de TI, o SENAI está preparando outros novos
cursos de aperfeiçoamento totalmente a distância, contemplando o estudo teórico
e as práticas realizadas em exercícios no simulador de ataque e defesa
cibernéticos. Nesses casos, o acesso ao simulador poderá ser feito de onde o
aluno estiver - em sua residência ou na empresa - bastando utilizar uma conexão
de internet de ótima qualidade com uma rede privada virtual segura.
LGPD reforça
importância do profissional de segurança cibernética
Essa
preocupação tende a aumentar por causa das multas previstas para empresas que
descumprirem as regras da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, conhecida
como LGPD. A Lei foi publicada no ano passado e a maioria dos seus artigos
entrará em vigor a partir de maio de 2021. As empresas estão se adaptando para
atuar em conformidade com as novas regras, atualizando os processos internos
relacionados às informações de clientes, fornecedores e parceiros e capacitando
os seus colaboradores.
“Além de
softwares e tecnologia de ponta, as empresas vão precisar de profissionais
capacitados, que possam, não apenas reagir a um ataque cibernético, mas que
consigam criar um ambiente seguro, protegido da ação de hackers”, afirma Felipe
Morgado, gerente de Educação Profissional do SENAI nacional.

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