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| Na coletiva desta segunda-feira, o prefeito do Rio afirmou que o plano com seis fases foi decidido por unanimidade no conselho científico da prefeitura. Ricardo Cassiano |
Ações serão
divididas em seis fases, com previsão para início nesta terça-feira
Rio - O
prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou, na tarde desta segunda-feira, o
plano de reabertura das atividades econômicas na cidade carioca. A ação
será dividida em seis fases, com início previsto já para esta terça-feira.
Segundo o prefeito, o plano foi adotado e será supervisionado por membros
conselho científico da prefeitura. Crivella afirmou que o decreto será
publicado nesta terça-feira.
Para colocar em
prática as ações de retomada da economia, o superintendente de educação da
Vigilância Sanitária, Flávio Graça, integrante do conselho científico, afirmou
que o plano será gradual e lento. "É um plano gradual. Toda a elaboração foi
feita com dados científicos, técnicos da saúde pensaram em cada fase,
sempre analisando a capacidade do sistema único de saúde em absorver os
pacientes", afirmou ele.
Para isso, o
plano irá avaliar a capacidade dos leitos para atender pacientes de alta
complexidade, tanto na rede SUS quanto na rede privada, e também o índice do
nível de transmissão do coronavírus. "São indicadores que serão
avaliados diariamente para progredir com o plano", contou ele. A
ideia é que cada fase do plano dure 15 dias, mas com possibilidade de regressão
em caso de piora nos indicadores vistos pelos membros do conselho.
A primeira e
segunda fase serão cautelosas e restritivas. Na primeira etapa, por exemplo,
continua só com as atividades essenciais. Já na segunda, reabertura de
shoppings centers, com a diminuição no estacionamento em um terço, restrição da
entrada de consumidores, para ter o afastamento de 2 metros entre eles e o
horário de funcionamento de 12h às 20h. "Com o escalonamento das
atividades econômicas temos o objetivo de diminuir o máximo o impacto nos
transportes públicos", afirma Graça. Na fase 3, o plano prevê a
reabertura de lojas de rua.
"O plano
foi elaborado em seis fases para ter uma cautela maior. Em nenhum outro
lugar vimos com tantas fases. Mas para ter sucesso precisamos da união de
todos os cariocas, como governo, empreendedores/empresários e
consumidores", disse Graça.
O plano
foi decidido por unanimidade entre os membros do conselho científico. Segundo o
prefeito do Rio, a determinação também vem de questões como os
"efeitos colaterais" causados pela pandemia da covid-19.
"O longo período do afastamento social traz efeitos colaterais. Nós
vemos também óbitos com outras comorbidades que crescem. Há um aumento no
número de mortes de outras doenças durante o afastamento social em comparação
ao ano passado. Por essa razão, o afastamento não pode ser por um tempo
tão longo, pois pessoas com outras doenças sofrem com essa extensão do
isolamento", afirmou Crivella.
Por Marina
Cardoso

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