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| Imagem: Reprodução |
Austrália, Canadá,
França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Coreia do Sul,
Cingapura, Eslovênia, Reino Unido, EUA e União Europeia se uniram para criar
uma aliança de Inteligência Artificial anti-China, a Parceria Global em Inteligência Artificial (em Inglês,
GPAI ou Gee-Pay).
A iniciativa de
várias partes interessadas visa o desenvolvimento responsável da Inteligência
Artificial de IA, com foco em direitos humanos, diversidade, inovação,
inclusão, inovação e crescimento econômico.
“Como
membros fundadores, apoiaremos o desenvolvimento responsável e centrado no ser
humano e o uso da IA de maneira consistente com os direitos humanos,
liberdades fundamentais e nossos valores democráticos compartilhados, conforme
elaborado na Recomendação da OCDE sobre IA. Para esse fim, esperamos trabalhar
com outros países e parceiros interessados”, diz a Declaração conjunta dos membros fundadores da Parceria
Global sobre Inteligência Artificial, publicada na segunda-feira (15).
Um objetivo não
dito da iniciativa é enfrentar a China, que deixou países ao redor do mundo
quilômetros para trás no desenvolvimento da Inteligência Artificial.
O mundo
democrático está preocupado com a ascensão exponencial da China no campo, pois
o país está usando a tecnologia para espionar outros países; construir um
programa de vigilância massivo através do reconhecimento facial; e abuso de
direitos humanos em todo o país, principalmente na província do Tibete e
Xinjiang.
Uma simples
pesquisa no Google sobre os ‘países que lideram a corrida pela tecnologia de
Inteligência Artificial’ diria que a China está muito à frente de qualquer
outro país com muitos milhões de dólares em startups, incluindo a Sensetime,
que se tornou a primeira startup de IA a arrecadar mais de um bilhão de
dólares. Todos os anos, mais de 10 bilhões de dólares são investidos em
startups de IA, mais da metade dos quais são para startups chinesas.
Portanto, os
países ao redor do mundo se uniram para cooperar no campo, o que deve ajudar
esses países a correr à frente do dragão e desenvolver a tecnologia para uso
ético.
De acordo com a
declaração do grupo, o GPAI será apoiado por um secretariado organizado pela
Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris, bem
como por dois Centros de Especialização – um em Montreal e o outro em Paris.
“Em
colaboração com parceiros e organizações internacionais, o GPAI reunirá os
principais especialistas da indústria, sociedade civil, governos e academia
para colaborar para promover a evolução responsável da IA e também
desenvolverá metodologias para mostrar como a IA pode ser aproveitada para
melhor responder à atual crise global em torno da COVID-19 ”, diz o
comunicado oficial.
Plano global
do Partido Comunista Chinês
Atualmente, a
China lidera a corrida global da IA, devido ao impulso significativo do governo
comunista nos últimos anos. Em 2017, o governo comunista lançou um plano para
tornar a China líder global em IA até 2030, com a indústria no valor de 1
trilhão de yuans (150 bilhões de dólares).
“A
inteligência artificial se tornou um novo motor de desenvolvimento econômico”,
diz o documento oficial do Conselho de Estado chinês.
A estratégia
chinesa de IA seria focada em usos militares e cidades inteligentes, com
gigantes da tecnologia como Alibaba e Baidu facilitando o desenvolvimento. O
governo americano está preocupado com o avanço da China no campo, e um artigo
divulgado pelo Pentágono sugeriu um controle mais rígido do investimento chinês
em startups americanas.
“Se
permitirmos que a China acesse essas mesmas tecnologias simultaneamente, não
apenas perderemos nossa superioridade tecnológica, como também estaremos
facilitando a superioridade tecnológica da China”, diz o artigo.
Papel dos
EUA e Índia
A Índia poderia
ajudar o mundo livre a vencer a China na IA, já que os engenheiros indianos
estão entre os pesquisadores mais proeminentes no campo. E a nata dos
pesquisadores de IA dos Estados Unidos – que é a segunda nação mais poderosa no
campo depois da China- vem da Índia. A Índia tem um número significativo de
capital humano de primeira classe, que poderia liderar o mundo livre na corrida
pela IA, se financiado adequadamente.
A nova parceria
do GPAI ajudaria os pesquisadores em todo o mundo livre a colaborar e financiar
ideias uns dos outros, se um país com fome de capital, mas rico em talentos
como a Índia, enfrentasse dificuldades.
Nos próximos
anos, será possível avaliar se esse novo agrupamento estará assumindo com
sucesso o domínio da China ou não.
Por Thaís
Garcia
Conexão Política

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