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| Manifestantes disparam fogos de artifício contra o STF. Reprodução/Twitter - 13.06.20 |
A decisão
acontece no dia seguinte a manifestantes retirados de um acampamento montado na
Esplanada dos Ministérios terem disparado fogos de artifício em direção ao prédio do
STF (Supremo Tribunal Federal), na praça dos Três Poderes, em
Brasília (DF), simulando um bombardeio do prédio.
Ibaneis
considerou a ação um “erro grosseiro e primário” da PM. "A Polícia Militar
do DF deve servir, no mínimo, para resguardar os cidadãos e as instituições da
capital federal. Se não fez isso, errou grosseiramente”, disse à Record TV.
Os
manifestantes divulgaram um vídeo pelas redes sociais em que se escuta a voz de
um homem fazendo ameaças à mais alta Corte do país e, nominalmente, aos
ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski
e Antonio Dias Toffoli. Palavras de ordem são ouvidas ao mesmo tempo em que as
imagens mostram disparos de rojões que explodem bem próximo ao edifício do Supremo.
Na tarde de
sábado (13), integrantes do denominado "300 do Brasil" já haviam
invadido a cúpula do Congresso Nacional em reação à operação que desmontou as
barracas de camping que formavam o acampamento instalado desde 1º de maio.
O governador do
Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que mandou retirar os manifestantes
acampados, decretou o fechamento da Esplanada dos Ministérios durante todo o
domingo (14), citando "ameaças declaradas por alguns dos
manifestantes" e destaca necessidade de "contenção de riscos, danos e
agravos à saúde pública".
Nos últimos
domingos, a Esplanada foi palco de manifestações e carreatas por apoiadores e
contrários ao governo Jair Bolsonaro. O presidente compareceu em alguns desses
atos e já chegou a até sobrevoar manifestações de helicóptero.
CHRISTINA
LEMOS
Com
colaboração de Mara Mendes, da Record TV

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