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© Michal
Fludra/NurPhoto/Getty ImagesNazismo: Suástica
desenhada em campo concentração de Stutthof,
em Sztutowo,
na Polônia,
onde Bruno D. foi guarda
|
A Justiça alemã
marcou para outubro o julgamento de um ex-membro da SS (organização paramilitar
durante oregime nazista) de 92 anos por cumplicidade na morte
de 5.230 prisioneiros no campo de concentração de Stutthof, no atual território
da Polônia, afirmaram promotores. Esse deve ser um dos últimos julgamentos de
crimes nazistas.
Segundo a
porta-voz da Promotoria de Hamburgo, ele fez uma confissão parcial dos atos.
Bruno integrou
a máquina “de assassinatos em massa” no campo de concentração por meio de sua
condição de guarda da SS, de acordo com a Promotoria, quando tinha entre 17 e
18 anos.
Segundo o
jornal Die Welt, da Alemanha,
o réu reconheceu que atuou no campo de concentração e admitiu que viu pessoas
sendo levadas para serem executadas em câmaras de gás. Ele argumentou, no
entanto, que isso não significa que ele seja culpado.
Em depoimento à
promotoria, o acusado afirmou que nunca foi um nazista e que só foi designado
como guarda no batalhão SS-Totenkopfsturmbahn, que dirigia o campo de Stutthof,
por causa de um problema no coração.
Direito de
viver
“Eu sabia que
eram judeus e não cometeram crimes, que estavam lá apenas por serem judeus. E
eles tinham o mesmo direito de viver e trabalhar livremente como qualquer outra
pessoa”, admitiu ele no depoimento, segundo o Die Welt.
O promotor
afirma que, apesar de o réu não ser um admirador fervoroso da ideologia
nazista, ele nunca defendeu os perseguidos e, à época, acreditava que poderia
sobreviver se apenas cumprisse ordens.
Para acusar o
suspeito de cumplicidade, a promotoria argumenta ainda que, sem guardas armados
para impedir tentativas de fuga, os crimes cometidos no campo de concentração
não seriam possíveis.
Devido à idade
que Bruno tinha quando começou a trabalhar no campo, o processo será analisado
por um Tribunal Juvenil (equivalente a um Juizado da Infância e da Juventude no
Brasil). Se for considerado culpado, ele pode ser condenado à prisão.
Dado o estado
de saúde frágil do réu, as sessões judiciais serão limitadas a cerca de duas a
três horas por dia. O julgamento deve se estender até dezembro.
Agência
Brasil

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