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© Vivek
Prakash/AFP Manifestantes tomam as ruas de Hong Kong
em protesto
contra o projeto de lei que autoriza extradição para
a China (07/07/2019)
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Milhares de
manifestantes protestavam neste domingo, 7, em Hong Kong, perto de uma estação de onde partem os trens de alta
velocidade para a China continental, com o objetivo de manter a pressão contra
o governo local, ligado a Pequim.
Um dos
organizadores, Ventus Lau Wing-hong, estimou em mais de 230.000 o número de
presentes, enquanto a polícia mencionou 56.000 pessoas.
A mobilização
seguia na noite deste domingo, quando agentes do Batalhão de Choque atiraram
para dispersar a multidão, no bairro de Mongkok. A reação começou após um tenso
confronto, de cerca de vinte minutos, em uma via principal, quando a polícia
intimou por megafone a dispersão de um grupo de cerca de 300 pessoas.
Os ativistas
chegaram mais cedo à estação de trens de West Kowloon, inaugurada em setembro
para conectar Hong Kong à rede ferroviária chinesa de alta velocidade. O
complexo de vidro e aço estava praticamente fechado pela polícia. Apenas os
passageiros com bilhete podiam entrar, e foi suspensa a venda de passagens.
Ventus Lau
Wing-hong garantiu que os manifestantes “marchariam de forma pacífica, racional
e elegante”, sem a intenção de ocupar a estação. A polícia autorizou o ato, mas
pediu calma, apontando que atos violentos foram convocados nas redes sociais.
Este foi o
primeiro ato significativo desde que o Parlamento de Hong Kong foi invadido, em
1º de julho, por manifestantes com o rosto coberto, jovens em sua maioria.
Censura chinesa
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© /AFP
data-has-syndication-rights= Polícia detém manifestante
em protesto
em Hong Kong contra o projeto de lei que autoriza
extradição para a China (07/07/2019)
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Há semanas, o
centro financeiro internacional é palco de grandes manifestações provocadas
pelo projeto de lei que autoriza as extradições para a China. A maioria dos
atos foi pacífica, apesar de terem sido registrados embates com a polícia.
O texto foi
retirado da pauta, mas isso foi considerado insuficiente. O movimento cresceu
para reivindicar reformas democráticas e que se detenha a degradação das
liberdades no território semiautônomo.
Milhares
marcharam pelas ruas de Tsim Sha Tsui, um bairro muito frequentado por turistas
chineses, na parte continental de Hong Kong. Segundo os manifestantes, a
concentração tenta explicar o movimento aos chineses do continente.
Em Pequim, a
informação enfrenta a “grande muralha informática”. No país, as manifestações
de Hong Kong são apresentadas como violentas e orquestradas do exterior para
desestabilizar a China, e não como um movimento popular em massa contra a
influência crescente do governo chinês no território.
As manifestações
exigem a anulação total do projeto sobre as extradições, uma investigação
independente sobre a atuação da polícia, anistia para os detidos e a renúncia
da chefe de governo de Hong Kong, Carrie Lam, próxima a Pequim.
Em apoio às
autoridades locais, a China quer a abertura de uma investigação criminal contra
os manifestantes que recorreram à violência.
Em entrevista à
rede BBC, o embaixador chinês em Londres alegou que o texto sobre as
extradições é necessário para “preencher um vazio” jurídico.
AFP


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