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Reuters/Rodolfo Buhrer .
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BRASÍLIA
(Reuters) - O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da
força-tarefa da Lava Jato, negou nesta segunda o convite da Comissão de
Direitos Humanos da Câmara dos Deputados para falar sobre as supostas trocas de
mensagens com o então juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça e Segurança
Pública, sobre processos e investigações da operação.
Em ofício
enviado ao presidente da comissão, deputado Hélder Salomão (PT-ES), o
procurador alega que tem por "função constitucional" desempenhar
"trabalho de natureza técnica perante o Judiciário, outro Poder", e
por isso acredita ser importante manter suas manifestações na área
técnica.
"Diante
disso, muito embora tenha sincero respeito e profundo apreço pelo papel do
Congresso Nacional nos debates de natureza política que realiza e agradeça o
convite para neles participar, acredito ser importante concentrar na esfera
técnica minhas manifestações sobre mensagens de origem criminosa, cuja
veracidade e autenticidade não reconhecemos, e que vêm sendo usadas para atacar
a operação Lava Jato", diz o ofício encaminhado pelo procurador.
Uma série de
supostas mensagens trocadas entre Dallagnol, Moro e outros procuradores da
força-tarefa da Lava Jato vêm sendo publicados pelo site Intercept Brasil, que
afirma ter recebido de uma fonte anônima um arquivo com milhares de textos,
vídeos e áudios das comunicações do grupo. Recentemente, o material foi
compartilhado também com o jornal Folha de S.Paulo e a revista Veja.
Os textos
publicados até agora indicam o que seria uma participação de Moro nas
investigações, com sugestões de ações e até indicações de testemunhas, o que
levou a críticas de parcialidade ao juiz e à força-tarefa.
A comissão
aprovou na semana passada um convite ao procurador para falar sobre o caso, por
isso há espaço para o Dallagnol declinar de comparecer à comissão. Com a
negativa, no entanto, o convite pode ser transformado em uma convocação, caso a
comissão consiga aprová-la, o que obrigaria o procurador a comparecer.
LICENÇA
Também
envolvido na crise do vazamento de mensagens, o ministro da Justiça sai de
licença não remunerada na semana que vem. Segundo sua assessoria, a licença
para tratar de assuntos particulares foi concedida pelo presidente Jair
Bolsonaro porque o ministro não tem direito a férias por ter começado a
trabalhar apenas em janeiro.
Por
Lisandra Paraguassu

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