BRASÍLIA, DF
(FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu alienar oito
aeronaves do poder público que estão em estado de deterioração e estacionadas
em aeroportos do país.
O edital de
concorrência deve ser publicado até o final desta semana e inclui sete aviões
da Funai (Fundação Nacional do Índio) e um do Incra (Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária).
Segundo o
porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, eles estavam
estacionados em aeroportos em Brasília, Goiânia, Jacarepaguá (Rio de Janeiro) e
Itaituba (Pará), com "elevado custo de estacionamento".
"Após a
finalização do processo de desfazimento, a Funai vai apurar responsabilidades
que, eventualmente, resultem de condutas negligentes com o patrimônio
público", disse. Ao longo do dia, o presidente e a ministra dos Direitos
Humanos, Damares Alves, criticaram o que chamaram de abandono das
aeronaves.
Bolsonaro disse
que, no passado, a Funai, como regra, "cuidava de tudo, menos do
índio". Em vídeo nas redes sociais, a ministra disse que o aluguel
para estacionamento das aeronaves causa um prejuízo anual de R$ 3 milhões.
"Este era
o compromisso dos governos passados com a coisa pública e com a saúde
indígena", escreveu.
Vale lembrar
que o ex-presidente Michel Temer assinou um decreto em 2017 que promoveu um
desmonte da Funai, extinguindo cargos. A medida deixou a fundação em
situação precária, com perdas orçamentárias e déficit de
pessoal.
O
decreto foi uma das primeiras ações efetiva do então ministro da Justiça,
o deputado ruralista Osmar Serraglio (PMDB-PR), quando assumiu o cargo, logo
após sua nomeação.
Folhapress

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