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Marcos
Pereira, presidente nacional do partido
Luís
Macedo/Agência Câmara 02.04.2019
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Partido quer
deixar para trás a aliança com a esquerda e se posicionar como opção para o
eleitorado conservador
Criado em 2005, quando abrigou José Alencar, então vice-presidente de Luiz
Inácio Lula da Silva, ainda no início da era PT, o PRB quer deixar para trás a
aliança com a esquerda e se posicionar como opção para o eleitorado
conservador. A legenda, que construiu nos últimos anos uma das maiores bancadas
no Congresso, passará a se chamar somente “Republicanos” e se denominará, daqui
para a frente, um partido de centro-direita.
A classificação
é calculada. O partido quer criar um movimento independente do bolsonarismo,
que é descrito como um exemplo de uma direita “radical”. As linhas de trabalho,
porém, serão as mesmas de Jair Bolsonaro na campanha vencedora do ano passado:
os Republicanos serão conservadores nos costumes e liberais na economia. A
diferença, dizem, é que o discurso será menos extremado e haverá mais convicção
no liberalismo.
Diferenciar-se
de outras siglas que militam no campo conservador especialmente do PSL de
Bolsonaro, atende a uma estratégia: a sigla já mira em 2022. O plano é aumentar
o número de prefeitos e vereadores no ano que vem de forma significativa para,
se possível, ter um nome competitivo na próxima disputa presidencial. “Não
mudaremos só de nome. Mudaremos de postura. Estamos preparando o partido agora
para os próximos 15 e 20 anos”, diz o deputado Marcos Pereira (SP),
vice-presidente da Câmara e presidente nacional do PRB desde 2011.
O partido vem
crescendo a cada eleição. Passou de 54 prefeitos em 2008 para 106 em 2016. No
mesmo período, o número de vereadores saltou de 780 para 1.604. A bancada na
Câmara tem hoje 31 deputados federais e é a oitava maior da Casa, à frente de
legendas tradicionais como o PSDB e o DEM.
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Na avaliação da
cúpula, porém, para dar um salto daqui em diante seria preciso dar ideologia à
sigla, que tinha um programa generalista. Isso ficou claro, segundo Pereira, já
em 2016, onde a busca por um nome de fora da política apareceu nas eleições municipais,
sinalizando o desgaste das siglas tradicionais.
No fim de 2017,
Pereira montou então um grupo para estudar qual seria a cara do “novo PRB”. Era
preciso se distanciar de siglas vistas como “fisiológicas”. Faltava identidade
ao partido, que tinha histórico de participar de administrações variadas.
Histórico
A sigla foi
fundada em torno de José Alencar, empresário que foi vice de Lula em seus dois
mandatos. Compôs o ministério dos dois governos de Dilma Rousseff - até ser o
primeiro aliado a apoiar o impeachment. E finalmente embarcou no governo Michel
Temer, ocupando um ministério.
Ao mesmo tempo,
ficou conhecido como o “partido da Igreja Universal”. A sigla tem número grande
de candidatos egressos da denominação religiosa, liderada pelo bispo Edir Macedo.
Com o crescimento da legenda, a participação de católicos e outros evangélicos
aumentou de forma significativa, mas a ligação com a Universal permanece -
Pereira, por exemplo, é bispo licenciado.
Agência Estado

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